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Líderes partidários no Amazonas definem convenções, mas ‘escondem’ alianças

23 de julho de 2018 @ zmanchete
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Amazonino Mendes, Omar Aziz e David Almeida
Amazonino Mendes, Omar Aziz e David Almeida são pré-candidatos a governador do Amazonas (Fotos: Divulgação)
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Por Henderson Martins, da Redação

MANAUS – A 13 dias do prazo final para convenções partidárias e a três meses da eleição, os grupos políticos no Amazonas estão mais divididos que fechados em coligações. Alguns já definiram as datas da convenção, mas não encerraram negociações por apoio. A busca por aliança envolve principalmente aumentar o tempo de propaganda eleitoral gratuita na TV e a definição será na última hora. O prazo final é o dia 5 de agosto e, até lá, a estratégia é ‘esconder’ as adesões partidárias.

PSD e MDB marcaram as convenções para o dia 4 de agosto, um sábado. Desta vez em lados opostos, os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga tentam aumentar o arco de alianças. Omar anunciou a pré-candidatura a governador e o emedebista Braga tem dito que disputará a reeleição. “A data da nossa convenção é o dia 4 de agosto, mas em relação a alianças, estamos conversando com vários partidos. Vamos poder visualizar algo a partir da próxima semana”, disse Omar.

“Em relação às coligações, ainda estamos conversando, estamos construindo os projetos e dialogando. Por enquanto, tudo não passa de especulação”, completou Eduardo Braga.

O PDT, do governador Amazonino Mendes, é o único que fará convenção ainda neste mês, no dia 29. O presidente do Diretório Regional, deputado federal Hissa Abrahão, disse que o partido ainda negocia com outras legendas, mas que a adesão de novos partidos no grupo independe da convenção. Como já está definida a pré-candidatura de Amazonino à reeleição, o partido decidiu não protelar a reunião para oficializar os candidatos.

Influência nacional

No PT, a decisão sobre nomes no Estado foi adiada para o dia 2 de agosto devido ao impasse sobre a candidatura do partido à Presidência da República. Conforme o deputado estadual José Ricardo, integrante do Diretório Regional, a transferência de data – inicialmente a convenção seria no dia 29 deste mês – atrapalhou a programação. “Isso afetou vários Estados, inclusive o Amazonas. Então, a decisão da Executiva Nacional, que levou para o dia 2 a definição sobre as alianças e todas as questões relacionadas às eleições gerias, mudou nossa estratégia”, disse o petista.

José Ricardo disse que o PT conversa com líderes do PSB e do PCdoB. No Estado, o PSB anunciou a candidatura do deputado David Almeida na disputa para governador. O PCdoB não terá candidato próprio para o Executivo.

“Como não tiveram uma definição, resolveram remarcar uma nova data para dar mais tempo para dialogar. A direção estadual do PT no Amazonas terá que aguardar as conversas a nível nacional. Até pelo fato de existir uma definição de que a última palavra das coligações será da Nacional”, disse José Ricardo.

O PSB informou que ainda não definiu a data da convenção. O PSDB, do prefeito de Manaus, Arthur Neto, não anunciou pré-candidatos. Também não definiu data da convenção.

Na prática

Na eleição deste ano, os partidos poderão ter candidatos para preencher vagas de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual.

O cientista político Cristiano Noronha explica como as convenções funcionam na prática. “Quando chegamos a esse período, muitas dessas decisões – se teremos candidatos próprios ou se apoiaremos alguém – já estão praticamente definidas por aqueles que têm maior peso na legenda, que são os dirigentes partidários. Os filiados têm um peso relativamente pequeno. Existem partidos que dão determinado peso se você é membro da executiva do partido, se você acumula essa função com um cargo de governador ou senador. Então, na verdade, quem controla é um pequeno grupo e essa decisão acaba sendo imposta à grande maioria dos filiados do partido”, disse.

Para que as demandas da sociedade se reflitam mais diretamente nessas escolhas partidárias, Noronha afirma que é necessária uma mudança cultural do eleitor a fim de que se interesse e participe mais do cotidiano partidário e da vida política em geral.

O secretário judiciário do Tribunal Superior Eleitoral, Fernando Alencastro, ressalta que os nomes escolhidos nas convenções partidárias serão, posteriormente, avaliados quanto às condições de elegibilidade. “Os partidos têm autonomia para fazer a escolha de seus filiados que serão lançados a esses cargos eletivos. A Justiça Eleitoral acompanha, a distância, a realização das convenções partidárias. A relação desses candidatos tem que ser, necessariamente, encaminhada para a Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Aí, sim, a Justiça Eleitoral vai receber esses pedidos de registro, fazer a análise de um a um e verificar se os candidatos preenchem as chamadas condições de elegibilidade e se nenhum desses candidatos incide em alguma inelegibilidade, ou seja, aquilo que tornaria o candidato um ficha limpa ou ficha suja”.

De acordo com a legislação, a Justiça Eleitoral tem até 18 de agosto para publicar o edital dos pedidos de registro de candidatos apresentados pelos partidos políticos ou convenções.

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Assuntos Amazonas, Amazonino Mendes, David Almeida, Eduardo Braga, Omar Aziz, TSE
Redação 23 de julho de 2018
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