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Política

Líderes da esquerda se reúnem sem máscara e viram alvo de críticas antes de protesto contra Bolsonaro

28 de maio de 2021 Política
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Guilherme Boulos (PSOL), com o deputado federal Túlio Gadelha (PDT-PE), o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, e a vereadora do Recife Daniela Portela (PSOL) (Foto: Reprodução)
Da Folhapress

SALVADOR, BA  – Líderes de partidos de esquerda como Guilherme Boulos (PSOL) e Túlio Gadêlha (PDT) reuniram-se na quinta-feira, 27, e foram criticados após postarem nas redes sociais uma foto na qual não usavam máscara de proteção contra a Covid-19.

O encontro ocorreu às vésperas das manifestações pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro, previstas para este sábado, 29, em mais de 110 cidades, incluindo as 27 capitais brasileiras.

Na convocação para os atos, os líderes têm ressaltado a necessidade de uso de máscaras e distanciamento durante os protestos.

Na foto postada por Guilherme Boulos, pré-candidato ao Governo de São Paulo, aparecem ele, o deputado federal Túlio Gadêlha (PE), o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, e a vereadora do Recife Daniela Portela (PSOL). Eles sentados em volta de uma mesa com xícaras de café nas mãos.

Após a repercussão negativa, Boulos disse em suas redes sociais que todos usaram máscaras durante todo o encontro. “Tiramos apenas no momento de tomar o café, quando a foto foi tirada. Vi críticas aqui sobre o exemplo que isso transmite. Estão corretas. Faltou esse cuidado. Obrigado pelo toque”, afirmou.

Gadêlha também se pronunciou em suas redes sociais: “Baixamos as máscaras apenas para almoçar, tomar o café e fazer a foto. É sempre bom lembrar: a máscara salva vidas”.

A conduta de Jair Bolsonaro de provocar aglomerações e ignorar o uso de máscaras contra a Covid é um dos motivos de críticas de especialistas e da oposição ao presidente durante a gestão da pandemia.

A esquerda irá às ruas contra Jair Bolsonaro pensando em desgastar o presidente e impulsionar a CPI da Covid, enquanto o impeachment é visto como algo ainda distante.

Embora partidos e movimentos por trás da convocação afirmem que o mote “fora, Bolsonaro” traduz o desejo de afastamento imediato, líderes admitem haver obstáculos para o desenrolar de um processo. Eles, no entanto, enxergam as mobilizações como um passaporte que pode levar a esse destino.

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, forças de esquerda de oposição a Bolsonaro estavam rachadas nos últimos meses sobre fazer atos populares em meio à pandemia de Covid-19, mas entenderam que o descontrole do vírus e os índices de desemprego e fome exigem a realização de protestos.

O dilema entre o discurso pró-isolamento social e o incentivo a aglomerações resultou em diferentes níveis de participação. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) não estão convocando seus integrantes institucionalmente, embora não impeçam a ida.

PT, PSOL, PC do B, PCB, PCO e UP declararam apoio à iniciativa e estão disparando chamados para os militantes, mas ressaltam que a organização é de responsabilidade de frentes sociais como Povo sem Medo, Brasil Popular e Coalizão Negra por Direitos (que congregam dezenas de entidades).

Para neutralizar as críticas, que já surgem tanto entre apoiadores quanto entre detratores do governo, os articuladores têm espalhado orientações de segurança para as pessoas que irão aos atos, como o uso de máscara adequada (do tipo PFF2) e a ordem de manter distanciamento nas passeatas.

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Assuntos Guilherme Campos, Jair Bolsonaro, líderes de esquerda, protesto
Redação 28 de maio de 2021
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