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Política

Liberdade e democracia estão sob ataque nos EUA, afirma Joe Biden

8 de março de 2024 Política
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Joe Biden
Presidente dos EUA, Joe Biden alertou sobre ataque a democracia (Foto: Reprodução)
Por Jorge C. Carrasco, do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez na noite desta quinta-feira (7) seu terceiro discurso do Estado da União, que ocorreu em meio à campanha pela presidência do país e a uma série de desafios econômicos e políticos que colocam em xeque seu governo.

Biden começou seu discurso com uma piada: “Se eu fosse inteligente, iria para casa”. Mas logo disse aos presentes na Câmara que “somos nós que enfrentamos um momento sem precedentes na história da União”.

O presidente alertou que, desde o presidente Abraham Lincoln, a liberdade e a democracia não estiveram sob ameaça nos EUA, mas, que “o que torna nosso momento raro é que a liberdade e a democracia estão sob ataque tanto em casa quanto no exterior ao mesmo tempo”.

O líder americano instou os legisladores a aprovar o pacote de ajuda à Ucrânia, que enfrenta dificuldades para se defender da agressão promovida pela Rússia. Neste sentido, Biden aproveitou para criticar o ex-presidente Donald Trump, a quem se referiu como “meu antecessor”, por “se curvar para um líder russo” em falas recentes que sugeriram que permitiria um ataque da Rússia à Otan.

“É ultrajante. É perigoso. É inaceitável”, disse o presidente. Depois, Biden afirmou: “Minha mensagem ao Presidente Putin, a quem conheço há muito tempo, é simples: não vamos nos curvar”.

No seu discurso, o presidente disse que este é um momento para “falar a verdade”, não enterrar as mentiras sobre os eventos de 6 de janeiro, se referindo à fatídica invasão ao Capitólio americano em 6 de janeiro de 2021 por fanáticos apoiadores do ex-presidente Trump.

Segundo afirmou Biden, as falsidades sobre a eleição de 2020 representam a maior ameaça à democracia desde a Guerra Civil.

Biden também falou sobre a decisão de 2022 da Suprema Corte americana de derrubar a proteção nacional ao aborto legal (na decisão Roe v. Wade), apontando as consequências negativas que a queda da proteção trouxe para as mulheres. “Veja o caos”, disse ele.

O presidente criticou os republicanos que prometeram aprovar uma proibição nacional ao aborto: “Meu Deus, que outra liberdade vocês tirariam?”

Biden deu crédito à luta pelos direitos reprodutivos por impulsionar os democratas à vitória nas eleições recentes, dizendo “vamos vencer novamente em 2024”. Ele prometeu restaurar as garantias ao direito ao aborto, se o povo americano eleger um Congresso que “apoie o direito de escolha”.

A idade do presidente, a frustração generalizada com a economia, a crise na fronteira com o México e as guerras na Ucrânia e em Gaza são algumas das questões que mais tensionam o governo Biden.

O Estado da União deve proporcionar a Biden a oportunidade de mostrar para o público americano suas propostas políticas com o objetivo de tentar ganhar, em uma plataforma maior, o apoio dos americanos para liderar os EUA durante mais quatro anos.

Como o único grande candidato democrata, Biden dominou as votações durante sua campanha de reeleição nas primárias, mas o presidente de 81 anos buscará no discurso de hoje convencer os americanos que tem um plano para superar os principais problemas que afetam o país.

No ano anterior, o discurso do presidente foi direcionado para um Congresso dividido, com o intuito de chamar à união de democratas e republicanos em um consenso pela nação. Mas espera-se que, hoje, as palavras do presidente foquem nas suas grandes diferenças com a plataforma política do Partido Republicano.

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Assuntos democracia, Joe Biden
Cleber Oliveira 8 de março de 2024
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