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Dia a Dia.

Justiça do Amazonas condena assassino da menina Jhuliany a 42 anos de prisão

25 de maio de 2018 Dia a Dia.
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Decisão da Justiça considerou que houve dano moral de postagens em rede social (Foto: TJAM/Divulgação)
Sentença para assassino de criança é de 42 anos, seis meses e 20 dias de prisão (Foto: TJAM/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – O Conselho de Sentença da 3ª Vara do Tribunal do Júri, em Manaus, condenou Francinaldo Marialva Pereira a 42 anos, seis meses e 20 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de estupro, homicídio qualificado e ocultação de cadáver – previstos nos artigos 121, parágrafo 2º, incisos III (asfixia) e IV (dissimulação); art. 217-A ‘caput’ e art. 211, todos do Código Penal Brasileiro, em concurso material de crimes (art. 69 do CP). Ele matou a menina Jhuliany Souza da Silva, de 7 anos de idade. O crime ocorreu em junho de 2016, no bairro Novo Aleixo, zona leste de Manaus.

A sessão de julgamento popular foi presidida pelo juiz Adonaid Abrantes de Souza Tavares, com o promotor de justiça Rogério Marques Santos trabalhando na acusação. A defensora pública Ana Karoline dos Santos Pinto atuou na defesa do réu. Da pena aplicada pelo magistrado presidente do júri será descontado o tempo em que o réu esteve preso: um ano e onze meses.

Segundo consta no inquérito policial, em 10 de junho de 2016, por volta de 14h, na rua Bicuíba, beco Jeri, no bairro Novo Aleixo, Jhuliany foi atraída por Francinaldo para dentro da casa dele, onde foi enforcada, estuprada e morta. Conforme os autos, a vítima estava em frente à vila de quartos onde morava, quando Francinaldo (que estava sozinho em casa) a viu e a chamou. Para atrair a criança, ele teria oferecido R$ 20 a ela.

Ao entrar na residência, a vítima teria sido levada ao quarto da mãe de Francinaldo e, ao ser assediada, reagiu gritando. O acusado, então, teria tapado a boca da criança e passou a enforcá-la, fazendo com que perdesse os sentidos. Em depoimento dado na fase do inquérito policial, Francinaldo relatou que consumou, então, a violência sexual e, em seguida, percebendo que a vítima estava morta, resolveu ocultar o cadáver. Cavou um buraco no quintal da casa e enterrou o corpo da criança. O cadáver de Jhuliany foi encontrado dois dias depois, pela própria mãe do denunciado. Desconfiada, pois sabia que Jhuliany estava desaparecida e toda a vizinhança estava à procura dela, acionou a polícia.

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Assuntos Amazonas, TJAM
Cleber Oliveira 25 de maio de 2018
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