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Política

Janot diz que corrupção investigada pela Lava Jato é enorme e descomunal

29 de junho de 2015 Política
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cerimonia de devolucao a petrobras de valores recuperados pela operaçao lavajato,esq/d=deltan dallagnol procurador da republica do parana-e coordenador da operaçao lavajato=crocurador rodrigo janot=eo presidente da petrobras adelmir bendine=
O procurador-geral da Republica, Rodrigo Janot, tem o mandato encerrado em setembro, mas concorre para ser reconduzido ao cargo (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

BRASÍLIA – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu nesta segunda-feira, 29, que o Ministério Público tenha mais independência de investigação em relação à Polícia Federal. Janot participou de um debate entre os candidatos que concorrem à lista tríplice para o cargo. O procurador, que concorre à recondução, classificou o esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato como “enorme e descomunal”.

Segundo Janot, as mudanças internas promovidas por ele na Procuradoria-Geral da República ajudaram no trabalho de investigação da Lava Jato. “Quando nos deparamos com este enorme e descomunal caso de corrupção, a instituição não era a mesma de dois anos atrás. As mudanças estruturais realizadas nos permitiram enfrentar a questão com profissionalismo e maturidade”, disse.

Em maio, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o Ministério Público tem legitimidade para investigar por conta própria, desde que os procedimentos sejam autorizados por um juiz e que as garantias individuais sejam respeitadas.

“Nós temos uma atuação preponderante na área federal, na atuação em crimes financeiros e de combate à corrupção, e nós temos que trabalhar para que possamos obter maior independência investigatória no que se refere à colaboração da Polícia Federal”, defendeu.

O mandato de Janot termina em 17 de setembro, mas ele pode ser reconduzido pela presidenta Dilma Rousseff por mais dois anos. Os outros dois candidatos à lista tríplice são os procuradores Raquel Dodge e Mauro Bonsaglia.

A eleição interna entre 1,2 mil membros do Ministério Público Federal tem de ser feita para a formação da lista. A apresentação da lista não é obrigatória, mas é feita pela associação dos procuradores desde 2001. A entidade entende que esta é a maneira mais democrática para indicar seu representante.

A presidente Dilma Rousseff não é obrigada a nomear o candidato mais votado. Porém, o critério é observado desde o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para tomar posse, o procurador precisa ter o nome aprovado pela Comissão de Constituição de Justiça e pelo plenário do Senado.

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Assuntos corrupção, Lava Jato, MPF, policia federal, Rodrigo Janot
Valmir Lima 29 de junho de 2015
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