
Do ATUAL
MANAUS – O Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) aplicou multas por crimes ambientais que somados atingem R$ 30 milhões. A punição ocorreu na 4ª etapa da Operação Tamoiotatá 5 que começou no dia 20 de agosto e foi concluída nesta segunda-feira (8) nos municípios de Humaitá, Canutama e Tapauá (a 590, 619 e 449 quilômetros de Manaus, respectivamente).
A fiscalização abordou o desmatamento, queimadas e criação irregular de gado em áreas embargadas. Foram aplicados 48 autos de infração e 52 embargos que envolve 4 mil hectares de áreas desmatadas ilegalmente, o equivalente a 5.500 campos de futebol.
Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a maioria das autuações é por desmatamento com uso do fogo, prática utilizada para preparar áreas de pasto. Também foram registradas infrações por criação de animais de grande porte sem licença ambiental e por descumprimento de embargos anteriores, indicando reincidência de proprietários fiscalizados.
Segundo Picanço, o município de Canutama concentrou a maior parte das ocorrências e os valores mais altos de multas, incluindo um único auto de R$ 2,6 milhões.
O Ipaam informa que os responsáveis autuados têm o prazo legal de 20 dias, a contar da data de notificação, para apresentar defesa administrativa ou optar pelo pagamento das multas aplicadas. As atividades embargadas só poderão ser retomadas após regularização ambiental junto ao órgão.
A Operação Tamoiotatá é uma iniciativa do Governo do Amazonas para combater o desmatamento ilegal e as queimadas, especialmente na região Sul do estado, que é considerada vulnerável a esses crimes. Ela envolve uma força-tarefa integrada de diversos órgãos ambientais e de segurança pública.
