
Do ATUAL
MANAUS – Instabilidade no sistema online de marcação de consultas e exames no SUS (Sistema Único de Saúde), dificulta agendamento de testes clínicos em Manaus. A inconstância no Sisreg (Sistema Nacional de Regulação) ocorre desde a semana passada.
A estudante universitária Maria Luiza Melo Postal relatou ao ATUAL que tenta, sem sucesso, agendar exames pré-cirúrgicos no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na zona norte de Manaus, essenciais para a realização de uma cirurgia de urgência da mãe, Monica Reis de Melo, 52 anos.
“Estou há mais de uma semana vindo todos os dias no Hospital Delphina Aziz tentando marcar um exame para uma cirurgia de emergência que minha mãe precisa. E está sem sistema no Sisreg há dias”, reclamou.
Monica Reis precisa ser submetida a uma cirurgia proctológica para tratar plicomas e hemorroidas internas. De acordo com a filha, mesmo com o uso de medicamentos prescritos a mãe tem sangramentos intensos e sintomas de anemia.
“Ela está sangrando mesmo tomando o anti-hemorrágico. Já fez todos os exames pré-operatórios e foi encaminhada pelo próprio médico do hospital, que pediu que a gente marcasse os exames no mesmo dia. Mas o sistema estava fora do ar, e desde então nada foi resolvido”, disse.
Maria Luiza afirma que o drama se repete todos os dias: filas extensas, falta de informações e pacientes revoltados. “Semana passada fui todos os dias e era a mesma resposta. Hoje [segunda-feira/4], mais uma vez uma fila gigantesca. Muitas pessoas revoltadas que já estão indo lá há muitos dias e o sistema não está funcionando para a marcação de exames”.
De acordo com ela, ao procurar uma enfermeira, recebeu a sugestão de procurar a UPA do Campo Salles caso fosse necessária uma transfusão de sangue para a mãe. “Ela também me redirecionou para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto para tentar o agendamento do exame”.
“Ela está muito fraca, muito pálida por conta da perda de sangue. A única coisa que está separando ela da cirurgia são esses exames que eu não consigo marcar em outro lugar que não seja no Delphina, porque só lá o Sisreg pode lançar”, explicou.
A universitária também relatou que tentou recorrer ao serviço social do hospital, mas foi informada de que apenas pacientes internados podem ter acesso ao atendimento. “Eu entendo que não é culpa dos profissionais. Mas minha mãe está anêmica, sente dor, e não conseguimos seguir com o tratamento. É desumano”.
A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas informou que o próprio Ministério da Saúde informou sobre a instabilidade no Sisreg. A falha exigiu uma ação corretiva emergencial para solucionar o problema.
De acordo com as informações, durante a manutenção o sistema poderia apresentar lentidão e eventuais falhas de acesso à plataforma em todo o Brasil.
Nota do Ministério da Saúde.

