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Dia a Dia

IBGE registra maior fluxo de migrantes em apenas três cidades

27 de junho de 2025 Dia a Dia
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Imigrantes em Brasília: menor fluxo migratório durante a pandemia (Foto: Antônio Cruz/ABr)
Imigrantes em Brasília: IBGE registra menor fluxo migratório nas capitais (Foto: Antônio Cruz/ABr)
Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – Entre as cidades do Brasil com maior proporção de migrantes, não há nenhuma capital ou grande centro urbano. Itapoá, em Santa Catarina, Santa Cruz do Xingu, em Mato Grosso, Chapadão do Céu, em Goiás, estão entre as cidades com as taxas mais altas de moradores vindos de fora, conforme dados divulgados pelo Censo do (IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira (27).

A expansão do agronegócio ajuda a explicar o interesse pelo Sul e pelo Centro-Oeste nos últimos anos. Somado a isso, o reforço desse setor econômico tende a aumentar a oferta de emprego em outras áreas, como no funcionalismo público e no comércio local

Também pesam a possibilidade do trabalho remoto e um movimento de troca de grandes metrópoles por cidades menores, em busca de mais qualidade de vida.

Por outro lado, algumas regiões mais saturadas, como São Paulo e Rio de Janeiro, registraram saldo migratório negativo – saiu mais gente do que entrou entre 2017 e 2022, período de comparação feito pelo Censo.

Localizado no litoral norte de Santa Catarina, na divisa com o Paraná, Itapoá tem 7,4 mil migrantes em uma população de 30,7 mil – um em cada quatro moradores veio de fora.

Importante ponto turístico do Estado, a cidade também se destaca pela presença de um terminal portuário estratégico para a infraestrutura de transporte e logística local.

Distante 994 quilômetros da capital Cuiabá, na divisa entre Mato Grosso e Pará, Santa Cruz do Xingu tem apenas 2.661 habitantes – e 590 imigrantes.

Marcada pelo agronegócio, principalmente a agricultura, e pela presença da cultura indígena, o pequeno município foi criado apenas em 1999 a partir do desmembramento de São José do Xingu.

Na porção sul de Goiás, bem perto da divisa com o Mato Grosso do Sul, Chapadão do Céu cresceu a partir do intenso fluxo migratório de produtores do Sul na segunda metade do século passado. Hoje, a cidade de 12 mil habitantes – com quase 3 mil migrantes – se destaca na produção de grãos.

Ao lado de outros municípios, abriga o Parque Nacional das Emas, conhecido por sua vasta área de Cerrado e pela sua importância como área de conservação da biodiversidade.

Dona da maior orla catarinense, com 23 km de extensão, Balneário Gaivota pertence à região turística conhecida como Caminho dos Cânions, que engloba 15 municípios no extremo sul do estado.

Além das praias e lagoas, a região é rica em ecoturismo, com trilhas, cachoeiras. O turismo impulsiona o comércio, a construção civil, serviços e a hotelaria. Da população de aproximadamente 15 mil pessoas, cerca de 3,3 mil são migrantes.

Nos últimos anos, o município tem atraído moradores de diferentes regiões, especialmente do Rio Grande do Sul e do interior catarinense.

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Assuntos brasil, destaque, IBGE, Imigrantes, Migrantes
Murilo Rodrigues 27 de junho de 2025
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