
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS — O Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na zona norte de Manaus, que recentemente conquistou a maior certificação em saúde do país, vai integrar a rede nacional de hospitais e serviços inteligentes do SUS (Sistema Único de Saúde). A modernização foi anunciada na manhã desta quarta-feira (7), em cerimônia no Palácio do Planalto. No mesmo evento, o governo federal confirmou a implantação do primeiro hospital inteligente do Brasil, em São Paulo, com financiamento do banco do Brics.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa amplia o acesso do SUS a tecnologias que hoje não estão disponíveis nem na maior parte da rede privada.
“Vamos trazer para o Brasil pelo SUS aquilo que nem os maiores hospitais privados brasileiros oferecem ainda para a população brasileira. Vamos constituir uma rede de serviços de hospitais, de UTIs conectadas em todo o país que vai trazer o que tem de mais moderno hoje em relação à medicina de alta precisão, de alta tecnologia do uso da inteligência artificial”, afirmou.
A proposta é modernizar o SUS com tecnologias digitais avançadas, capazes de tornar o atendimento mais ágil e reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em situações de urgência e emergência. Entre os ganhos previstos estão a integração de equipamentos, o monitoramento remoto de pacientes, a aceleração de diagnósticos com apoio de inteligência artificial e a manutenção mais rápida dos aparelhos.
Além do hospital de Manaus, outros 13 hospitais, distribuídos pelas cinco regiões do país, vão compor a rede nacional de UTIs inteligentes. As unidades estão localizadas em estados como Pará, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
“São hospitais que utilizam da mais alta tecnologia de informação e da inteligência artificial, da conexão dos seus equipamentos, utilizando uma rede que se sustenta, a internet consegue garantir essa conexão, que permite você fazer atendimentos à distância, monitoramento à distância, uso da inteligência artificial para acelerar os diagnósticos”, explicou Padilha.
O ministro citou como exemplo experiências internacionais para ilustrar os avanços esperados. “Eu estive lá na China, entrei em uma máquina de ressonância nuclear magnética, que em menos de 5 minutos fez meus exames. Aquilo que a gente demora 20 ou 30 minutos para fazer em um exame, o diagnóstico sai mais rápido, na medida em que você usa a inteligência artificial para apoiar o médico que vai fazer o diagnóstico, vai fechar o diagnóstico, trazer os dados, isso significa que você vai ter o resultado mais rápido daquele exame”, completou.
Para a implantação da rede e a otimização dos processos hospitalares, a projeção de investimentos anunciada pelo governo é de R$ 34 milhões.
