
Da Redação
MANAUS – O motociclista Hélio Veras Castro foi condenado a oito anos de prisão pela morte de Katilane Morais Vieira, que 22 anos de idade em 2016, época do acidente, e estava grávida de cinco meses. Ela foi atropelada em julho daquele ano em um trecho da Rua Maceió, zona centro-sul de Manaus.
A condenação foi pelo júri, que aceitou a tese de acusação do MP-AM (Ministério Público do Amazonas) de que houve dolo eventual pelas circunstâncias do fato. A defesa tipificava o crime como culposo, mas por maioria do Conselho de Sentença o réu foi condenado pelo crime de homicídio doloso – quando tem intenção de matar.
No acidente, registrado pela câmera de segurança de um condomínio próximo, as duas motos colidiram de frente. Katilane, que estava dirigindo a outra moto, foi socorrida, perdeu o bebê, entrou em coma profundo e faleceu dias depois. O réu subiu a Rua Maceió pela contramão, em alta velocidade, próximo ao canteiro central.
Segundo a perícia feita no local não existia marca de frenagem e a postura do condutor da moto no sentido contrário não permitiu que a vítima tivesse ação para desviar. Katilane era técnica de enfermagem e estava indo trabalhar. O fato aconteceu por volta das 5h.
“A conduta do réu se equiparava à roleta russa, já que subir a Avenida Maceió em alta velocidade, pela contramão, seria o mesmo que colocar um bala no tambor de um revólver, girar, fechar e atirar. E nesse caso, a motocicleta foi a bala que matou a vítima disparada pelo réu”, argumentou o promotor Alessandro Sanmartin.
