
Do ATUAL
MANAUS – Um homem de 29 anos foi preso por policiais civis nesta sexta-feira (9) em Manaus por perseguir e ameaçar de morte a ex-companheira, de 23 anos, e a filha de 7 anos após deixar o presídio. O suspeito havia sido preso anteriormente por crimes de perseguição e injúria contra a mesma vítima, além de responder por descumprimento de medida protetiva. Mesmo assim, ele continuou a ameaçá-la.
Segundo a delegada Kássia Evangelista, da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher – Centro-Sul, a vítima vive sob medo constante desde 2018. O agressor chegou a ameaçar atear fogo nela e na própria filha.
“Esse cidadão já responde a vários processos judiciais por crimes em contexto de violência doméstica contra a mesma vítima e já foi preso em três outras ocasiões, nos anos de 2022, 2024 e 2025. A última liberação ocorreu em 4 de novembro de 2025, mas as ameaças e perseguições persistem”, afirmou a delegada.
Kássia Evangelista disse que a jovem mudou diversas vezes de endereço para se proteger. “Desde que o relacionamento foi rompido, ela vem tendo constantes fugas, pois este cidadão continua na perseguição e nas ameaças. Assim, fugiu novamente para Nova Aripuanã e, em Manaus, também já precisou mudar de vários bairros para tentar despistá-lo”, disse a delegada.
O delegado Paulo Mavignier revelou que o agressor enviava áudios com ameaças e afirmava não ter medo da prisão, mesmo utilizando tornozeleira eletrônica. “Ela não podia ter residência fixa, pois estava sempre fugindo. Ele invadia a casa dela, fazia ameaças de morte e a perseguia constantemente. Enviava áudios extremamente agressivos e aterrorizantes nos quais dizia que iria queimá-la viva, queimar a filha, e até furar seus olhos. Vale ressaltar que já havia sido preso três vezes e estava usando tornozeleira eletrônica por violência doméstica. Nos áudios, afirmava não ter medo da cadeia”, relatou o delegado.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, o homem resistiu à abordagem policial e voltou a ameaçar a vítima na frente dos agentes afirmando que iria persegui-la novamente quando fosse solto. Diante da gravidade do caso, a Justiça também concedeu medida protetiva para a filha do casal.
“Ele não é apenas um agressor doméstico, é um verdadeiro terrorista doméstico. O que fazia com essa jovem não permitia que ela tivesse vida, que pudesse se recompor e reconstruir sua história”, concluiu o delegado.
