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Políticazmanchete

Henrique analisa filiação ao PDT e fala em formar frente ampla para prefeito em 2016

28 de outubro de 2015 Política zmanchete
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Henrique Oliveira quer ser prefeito de Manaus e Omar Aziz o quer fora da disputa em 2018; no governo, Henrique iria querer disputar a reeleição (Foto: Nathalie Brasil/Secom)
Henrique Oliveira está determinado a disputar a Prefeitura de Manaus no próximo ano, mesmo sem apoio do grupo político que o elegeu vice-governador (Foto: Nathalie Brasil/Secom)

Por Valéria Costa, da Redação

MANAUS – Disposto a sair candidato a prefeito de Manaus nas eleições municipais de 2016, mesmo que isso implique o rompimento político com o governador José Melo (Pros), com o senador Omar Aziz (PSD) e com o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), o vice-governador Henrique Oliveira (SDD) se mostra irredutível em sua decisão. E, para que o desejo se concretize, Henrique analisa, inclusive, migrar de partido visando um arco de alianças forte, que possa se traduzir em tempo de televisão.

Convidado na última segunda-feira, 26, pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi – que esteve em Manaus – para se filiar à legenda, o vice-governador se mostrou tentado pelo convite, disse que está analisando e a resposta deve sair dentro de um mês. A seguir confira a entrevista concedida pelo vice-governador ao AMAZONAS ATUAL na manhã desta quarta-feira, 28.

AMAZONAS ATUAL – O senhor foi convidado pelo Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, para se filiar ao partido. O senhor cogita sair do Solidariedade, legenda à qual o senhor criou e se elegeu vive-governador?

Henrique Oliveira – Estou muito bem no Solidariedade, um partido que está crescendo. Só que num partido, ninguém ganha eleição sozinho. A gente precisa, sem perder a pureza e o espírito republicano, precisa buscar alianças e o PDT é um grande partido. Possui quadros importantes na cidade, como o deputado estadual Dermilson [Chagas], o presidente regional, Stone [Machado], um ministério forte no governo Dilma [Trabalho]. Possui 22 deputados federais e agrega tempo de TV. Para que possamos fazer uma campanha, a gente tem que abrir um arco de alianças.

ATUAL – Mas o senhor avalia a possibilidade de sair de seu partido e se filiar no PDT para disputar as eleições?

Henrique – Tenho conversado com muitos partidos e PDT seria um aliado, a principio. Recebi o convite do Lupi e, apesar de estar muito bem no Solidariedade, ainda não dei a resposta. Não posso negar a possibilidade de ir para o PDT, mas, o partido, no Estado tem o ex-prefeito Amazonino Mendes. Amazonino tem demonstrado uma insatisfação com a prefeitura atual que é um ponto comum entre nós dois. Mas ele pode sair candidato e não sou eu que vou puxar tapete de ninguém. Não vou tomar partido de ninguém, principalmente de uma legenda que é o Amazonino.

ATUAL – O ex-prefeito Amazonino tem declarado ultimamente que não sairá mais candidato a nada. Inclusive, em entrevista publicada pelo AMAZONAS ATUAL no último domingo, 25, ele reforçou sua decisão.

Henrique – Isso a gente escuta constantemente. Até o momento em que aquela velha frase: “Eu não queria, mas o povo quer”. Não tem como ter dois prefeituráveis no mesmo partido. Ele [Amazonino] diz que não é candidato para não sofrer bombardeios. Eu não tenho medo de bombardeio, acho que a população merece muitos candidatos. Torço para que outros venham. Torço para que o Hissa [Abrahão] saia candidato; que o [Marcos] Rotta, o Marcelo Ramos, a Rebecca Garcia, também saiam candidatos. Quanto mais candidato, melhor será para o povo de Manaus.

ATUAL – O Solidariedade tem quanto em tempo de televisão?

Henrique – Nós temos 15 deputados federais e, multiplicando por 4 segundos, daria cerca de um minuto e 40 de tempo de TV. Mas, isso é mais do que o PPS do Hissa tem. Há uma dificuldade para candidatos por conta do tempo de TV. O próprio Arthur (Neto, prefeito) vai encontrar dificuldade em seu arco de alianças: o Pros só tem 9 deputados federais, o PSD tem maior número, mas tem alguns partidos que Arthur fechou as portas. O PR, por exemplo, não vai apoiá-lo. DEM não deve apoiar; o deputado federal Pauderney Avelino foi demitido da gestão de Arthur, quando foi secretário. Fora o ranço e a mágoa que ainda existem por parte dos deputados eleitos e presidentes de partidos pelo fato de o Arthuzinho [deputado Arthur Bisneto] ter sido colocado da forma como foi colocado.

ATUAL – E o senhor acredita que migrando para o PDT terá mais chances de construir um arco de alianças com um bom tempo de televisão no horário gratuito?

Henrique – O PDT tem 22 deputados federais, o que corresponde a quase dois minutos a mais. Temos o PRTB nessa aliança. Podemos puxar o próprio Solidariedade para esse arco de alianças. Como falei, sem perder a doçura e a pureza, mas vamos tentar uma frente ampla.

ATUAL – E quando o senhor vai dar a resposta para o Lupi?

Henrique – Espero que, em um mês consiga equacionar isso e ter uma resposta concreta. O PDT vai passar por eleições internas para novas direções em seus diretórios e vamos ver como as coisas se equacionam.

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Assuntos Amazonas Atual, Henrique Oliveira, PDT, SDD
Redação 28 de outubro de 2015
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