
Por Renan Monteiro e Flávia Said, do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um balanço de resultados econômicos do governo atual e avaliou que, além da limitação do crescimento das despesas, houve tentativa de acabar com medidas “pró-mamata”. Em entrevista ao portal Metrópoles, ele se referia aos benefícios fiscais para um número pequeno de agentes empresariais, sem mencionar nomes.
Segundo ele, a vasta maioria não recebe tais benefícios. “99% dos empresários brasileiros estão trabalhando em suas indústrias, oficinas, lojas, escritórios, sem pedir benefícios fiscais aqui em Brasília”, avaliou o ministro.
Sobre as contas públicas, Haddad voltou a comentar que o déficit primário do atual mandato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, será 70% menor do que o do governo anterior. Ele mencionou que o governo herdou dez anos de saldo negativo no resultado primário, buscando “consertar” estragos ao assumir a gestão em 2023.
O ministro avaliou ainda que as pessoas mais pessimistas com o Brasil estariam “começando a dar o braço a torcer” com resultados econômicos do terceiro mandato do presidente Lula e medidas estruturais realizadas.
Na avaliação dele, foi feita uma “pequena revolução” no Brasil na parte tributária e também mudanças relevantes no setor de crédito.
Candidatura
Fernando Haddad que há nomes relevantes no campo partidário progressista, com resultados mostrados nas eleições de 2022, e reiterou que não é seu desejo ser candidato em 2026.
Haddad citou como “grande quadro” o atual governador do Piauí pelo PT, Rafael Fonteles, eleito em primeiro turno nas eleições de 2022. Ainda sobre as eleições, o atual ministro da Fazenda ressaltou ter “todo interesse” em ajudar a formular um plano de governo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputará a segunda reeleição.
Sobre segurança pública, Haddad voltou a classificar como essencial a integração entre os órgãos dessa área, em nível federal e estadual. Para ele, é preciso repensar a organização das entidades de segurança pública, acompanhadas de inteligência O ministro disse ainda que governadores da direita fazem “luta política insana”, quando o tema deveria fugir de disputas partidárias.
O ministro deve sair do Ministério da Fazenda em fevereiro. Ele evitou citar um sucessor, embora tenha dito que o presidente Lula tem “muito apreço” pela equipe da Fazenda. O secretário-executivo, Dario Durigan, pode ser o substituto.
Haddad reforçou que o número 2 da Fazenda trabalhou na Casa Civil nos governos do PT, na Prefeitura de SP, além de ter conhecimento de como funcionam setores da economia mundial, ao falar da experiência de Durigan no setor privado.
