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Polícia

Grupo vendia atestado médico falso por até R$ 80 em Manaus

25 de março de 2024 Polícia
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Certidões de óbito e laudos médicos continham dados falsos (Foto: Feifiane Ramos/AM ATUAL)
Certidões de óbito e laudos médicos continham dados falsos (Foto: Feifiane Ramos/AM ATUAL)
Do ATUAL

MANAUS- A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, na última sexta-feira (22), dois homens e duas mulheres por falsificação e comercialização de atestados médicos e certidões de óbito em Manaus. A prisão ocorreu na Operação Calvário, que apurou denúncia sobre falsificação desses documentos. Foram presos Adrya Santos Coutinho, Kerolen Carvalho de Souza, Sandro da Silva Costa e Gabriel Ferreira da Rocha.

A polícia montou vigilância para acompanhar entrega de documentos em um local citado na denúncia próximo ao 1º DIP (Distrito Integrado de Polícia). Os policiais abordaram um motoboy no momento em que ele entregava uma certidão de óbito. Ao ser questionado, ele disse onde pegou o documento e levou os policiais até uma autoescola no bairro Alvorada, zona oeste de Manaus.

O delegado Cícero Túlio, da Delegacia de Roubos e Furtos, disse em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (25) que, em depoimento, Kerolen confessou a falsificação e venda dos documentos e entregou os outros três cúmplices, um deles, Gabriel Ferreira, é seu companheiro e estagiário no sistema de segurança pública do Amazonas.

Ao ser detido, Gabriel levou os policiais até a residência dele onde estavam os equipamentos eletrônicos utilizados na falsificação. Conforme o delegado, os envolvidos também vendiam medicamentos para aborto utilizando perfis falsos na internet.

Foram apreendidos centenas de atestados médicos e certidões de óbitos falsos, carimbos, blocos em branco dos documentos.

Os suspeitos adquiriam os papeis de receita, atestado e certidão verdadeiros, mas os dados inseridos eram falsos. Também compraram contas em bancos digitais em nome de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro e a própria autoria da emissão dos documentos.

Cícero Túlio disse que os suspeitos cobravam de acordo com a quantidade de dias solicitados no atestado médico, e os valores variavam de R$ 50 para um dia a R$ 80,00 para até quatro dias.

O delegado disse que médicos cujos nomes foram utilizados nos atestados falsificados não tinham qualquer envolvimento com os suspeitos e também foram vítimas do esquema fraudulento.

“Não havia participação de nenhum desses médicos no esquema criminoso. A quadrilha realizava pesquisas sobre os médicos nas unidades de saúde e mandava confeccionar esses carimbos para fim de utilizar na falsificação desses documentos. Mas todos esses profissionais de saúde serão notificados para comparecer na nossa unidade policial para serem ouvidos. Até porque eles figuram como vítimas desse esquema criminoso”, disse o delegado.

Segundo Cícero Túlio, a polícia apura se havia contato dos envolvidos com servidores do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). “Talvez para o recebimento de alguma espécie de benefício. O quer a gente tem também, levantado no curso das investigações, é que a própria ‘Kerolin’ chegou a realizar fraudes para recebimento daquele Auxílio Brasil”.

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Assuntos atestado de óbito, atestado médico, falsificação ideológica, manchete, organização criminosa, remédios abortivos
Redação 25 de março de 2024
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