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© 2022 Amazonas Atual
Augusto Barreto Rocha

Greve ou locaute? Como gostamos de ser enganados

23 de julho de 2018 Augusto Barreto Rocha
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Temos uma tendência nacional de achar os outros coitadinhos. Não vou explorar esta característica ou a sua psicologia, mas ela precisa ser o início da questão relacionada ao engano monumental que é o tabelamento de fretes para o Brasil. Outro ponto é: gostamos ou não de competição, meritocracia e capitalismo? Ou preferimos uma vantagem? Uma facilidade provida pelo amigo estado? São tantos os Brasis que a Polícia Rodoviária tem medo até de desobstruir uma via, algo já previsto no Código de Trânsito Brasileiro faz mais de 20 anos. As nossas instituições seguem não funcionando, ao contrário do que tanto se repete.

As empresas de transporte de cargas no Brasil cometeram um erro básico do capitalismo: cobrar menos do que o custo de seu produto. Ao fazer isso sistematicamente, seja qual fosse o motivo, inclusive o dumping ou a competição burra, as empresas foram pouco a pouco trincando ou quebrando. Alguns dos grandes trincados e melhor geridos foram comprados por gigantes multinacionais. O método sábio para manter a margem de lucro do negócio: usar o subemprego de caminhoneiros, que recebiam abaixo do custo, pois quando o custo é decente, a empresa opera com seus recursos, quando não, usa-se o subemprego de quem se sujeitar a ele, por não saber fazer conta ou por não ter qualificação. Se o custo fosse bom, a empresa faria o transporte por si. Para os negócios ruins, terceirizava-se.

Até que os motoristas se deram conta disso e começaram a pressionar, contando com a população, porque muitos dos adultos de hoje assistiram ao seriado Carga Pesada em sua infância e, em um país que transporta mais de 67% de suas cargas pelo modal rodoviário, existe uma sensibilidade pelos valentes caminhoneiros que ganham seu pão de cada dia nas terríveis estradas nacionais. Todavia, quem é mais ou menos valente? Eles ou os médicos que fazem cirurgias sem todos os recursos? Ou os professores que lecionam Engenharia com ferramentas do século passado? Ou os taxistas que agora concorrem com o Uber e em breve com o Lyft e com veículos autônomos em algum tempo? A mesma briga que eliminou os cocheiros das carruagens. O progresso é imparável, com alegria ou não, para uma parte da sociedade por vez. A modernidade vem, então é melhor se adaptar do que lutar contra ela. Aliás, o melhor mesmo é criar o futuro, mas isso fica para outro texto.

Nos EUA, um motorista de caminhão tem a remuneração média de US$ 57 mil ao ano, podendo chegar a US$ 75 mil (cerca de R$ 24 mil ao mês). Entretanto, lá já há ciência que em 10 ou 15 anos a profissão não existirá, substituída por veículos autônomos. Como leis são feitas para o longo prazo, estamos protegendo robôs. Outro ponto fundamental é que esta lei coloca preços mínimos (e não máximos! Não se protege o consumidor, há um protecionismo para as empresas vendedoras, é o oposto das regulagens normais!). Assim, o lucro das grandes empresas de transporte está protegido. Quem paga a conta? Regiões remotas, que ficarão mais isoladas e os consumidores como um todo. Claro, sempre quem paga a conta é o consumidor. Como diz um humorista: é tão romântico ver o governo me chamando de Tesouro. O tal Tesouro é feito pelo nosso dinheiro. Somos o Tesouro. O preço do frete é pago pelo nosso dinheiro: ou seja, fomos convencidos a pagar mais caro pela inabilidade da regulagem e da política que não é política. Chamou-se um mega-locaute de pequenos e grandes empresários de greve. Isso: um caminhoneiro é um pequeno empresário. Então isso não foi uma greve.

Quem ganha? Não é consumidor, nem é o Tesouro. Quem ganha? O Estado, com a fatura maior cobrará mais imposto. Bom para ele. As empresas grandes com o preço mínimo garantido, pagando seus custos, poderão com mais este cartório ou reserva de mercado ou boquinha… o nome não importa, terão a alternativa de voltar a verticalizar seus serviços, só que agora ganhando Dinheiro, com a proteção do Estado. Ótimo momento para verticalização das frotas e, em breve, para automação. Quanto aos caminhoneiros mais românticos: é melhor começar a estudar um novo ofício, começando pela matemática, robótica ou… pela Política, aquilo que todos precisamos aprender.

Augusto Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes, professor de Economia dos Transportes, Sistemas de Transportes e Planejamento dos Transportes na Faculdade de Tecnologia da Ufam.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Amazonas, Augusto César Barreto Rocha, greve de caminhoneiros, Logística
Cleber Oliveira 23 de julho de 2018
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