Cema tem prejuízo de R$ 2 milhões em remédios estragados, afirma Wilson Lima

Prateleiras vazias em um dos galpões da Cema; governador disse que constatou 75% de desabastecimento (Foto: Patrick Motta)
Por Felipe Campinas, da Redação

MANAUS – O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), disse que constatou um prejuízo de R$ 2 milhões em medicamentos estragados na Cema (Central de Medicamentos vinculada à Susam (Secretaria de Saúde do Amazonas). Segundo o governador, nos próximos 60 dias mais R$ 1,5 milhão de medicamentos também não poderão ser mais utilizados. Ele visitou a Cema na manhã desta quinta-feira, 10. Wilson Lima estava acompanhando do vice-governador e secretário de Saúde Carlos Almeida Filho (PRTB).

“Eu tenho R$ 2 milhões de medicamentos estragados, que não servem. E nos próximos 60 dias eu vou ter R$ 1,5 milhão de medicamentos vencendo. Só para se ter ideia de como a coisa estava sendo tratada ao longo desses últimos anos aqui na Central de Medicamentos”, afirmou Wilson Lima.

Lima disse que a Cema tem 75% de desabastecimento e por, isso, está fazendo levantamento de medicamentos prioritários para reabastecer o estoque. Uma das medidas de urgência que será adotada é a compra por dispensa de licitação de soro, que será fornecido de Goiânia, por que, segundo Lima, no Amazonas não tem.

“Nos próximos cinco dias nós vamos ficar sem soro. Não tem nenhum fornecedor no Amazonas que possa fornecer esse produto. E um soro desse que custa, em média R$ 2,67, nós vamos ter que pagar R$ 12, porque ele vai vir de avião. Normalmente ele vem via terrestre, por isso sai esse preço. Mas eu não posso colocar a vida das pessoas em risco”, disse Wilson Lima.

O governador também disse que nos próximos 15 dias faltará insulina na Cema, mas o governo tenta negociar com fornecedores para evitar o desabastecimento. “Temos uma dívida de cerca de R$ 850 mil com o fornecedor. Já estamos chamando o fornecedor para negociar para que a gente não tenha desabastecimento de insulina”, afirmou Wilson Lima.

“Ontem a gente teve que fazer uma compra emergencial de analgésico. No fim do ano, pararam porque não havia anestésico. Nós tivemos que fazer essa compra emergência com dispensa de licitação. Claro, informando aos órgãos de controle a necessidade de fazer isso para garantir que pessoas tenham suas cirurgias realizadas e para garantir que ninguém morra”, disse Lima.

O governador prometeu modernizar o sistema de Sáude para controlar a entrada e saída de medicamentos. “A gente precisa ter uma previsão. Tem medicamentos que você pode estocar durante um mês ou um ano, e a gente tem que fazer esse planejamento. Há muito tempo não há controle do que entra e sai aqui”, disse Wilson Lima.

(Colaborou Patrick Motta)

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