
Do ATUAL
MANAUS – O governador do Amazonas, Wilson Lima, defendeu investimento em projetos de bioeconomia para o desenvolvimento sustentável do Estado. Entre 2019 e 2024, segundo o governador, o estado destinou mais de R$ 730 milhões para projetos de ciência, tecnologia e inovação.
Desse total, R$ 33 milhões foram aplicados diretamente em ações de bioeconomia e tecnologia verde, apoiando mais de 250 projetos em diferentes regiões do estado. A meta, segundo o governador, é consolidar um modelo econômico baseado no uso sustentável da biodiversidade capaz de gerar emprego, renda e manter a floresta em pé.
“Nós como líderes e parceiros, precisamos fazer com que esse valor chegue a quem mais precisa, por isso este evento é importante, porque conecta quem sonha com quem faz. O que nós temos aqui de exposição demonstra o que já é feito aqui e daquilo que pode ser ampliado”, afirmou o governador na abertura do Bioeconomy Amazon Summit 2025, nesta quarta-feira (30), no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus.
Promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil e pela KPTL, o evento reúne empreendedores e investidores nacionais e internacionais em torno de soluções de impacto para a região. A programação inclui painéis temáticos, feira de negócios com 140 startups e uma exposição de produtos da bioeconomia.
Um dos projetos públicos é o Plano Estadual de Bioeconomia coordenado pela Sedecti (Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O plano será apresentado na COP30, em Belém, em novembro. A proposta é elaborar ações que considerem as especificidades de cada território, com foco no fortalecimento de cadeias locais e valorização dos saberes tradicionais.
Entre as ações em andamento, o governador citou a meliponicultura, projeto piloto do curauá em Novo Remanso, o apoio a manejos sustentáveis de pirarucu, jacaré, quelônios, madeira e produtos não madeireiros, além de programas de REDD+ e ações voltadas para os povos indígenas e comunidades tradicionais.
Outro modelo consolidados no estado é a Zona Franca de Manaus, que abriga 500 empresas e contribui para a manutenção de 97% da cobertura florestal do território estadual. O governador citou ainda o programa Guardiões da Floresta, que beneficia 8,2 mil famílias em 28 unidades de conservação, e a recente inauguração da primeira Escola da Floresta, no município de São Sebastião do Uatumã, com 200 alunos matriculados.
Wilson Lima mencionou também o Plano Amazonas 2030, que estabelece a meta de desmatamento zero até o final da década.
