
Por Gabriel de Sousa, do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais), defendeu nesta quinta-feira (15), em entrevista à CNN Brasil, a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nas eleições deste ano para o governo de São Paulo. Segundo ela, quem tem voto tem a “obrigação de entrar no front de batalha” para ajudar na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Em uma eleição onde está em jogo a continuidade de um projeto, todos que participam dele têm a obrigação de lutar pela sua continuidade. Eu defendo que todos que estão no governo e que têm condição de ter voto, de disputar, ganhar eleição e ajudar o presidente Lula a ser reeleito devem ir para o front de batalha”, afirmou Gleisi.
Gleisi disse ainda que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deve deixar a Rede Sustentabilidade e retornar para o PT, partido que deixou em 2009. Segundo a ministra, ainda é necessário discutir a posição de Marina no jogo político. Neste caso, se ela irá disputar o Senado ou a reeleição para a Câmara.
A ministra disse ainda que há possibilidade de partidos do Centrão entrarem na coligação da campanha à reeleição de Lula. Segundo ela, é importante a formação de alianças para aumentar o tempo de televisão. Ela também disse que, no momento político atual, é necessário parcerias com outras siglas, discordando da formação de uma “chapa pura” onde um petista será vice do presidente.
“É possível que alguns partidos do Centrão possam vir fazer coligação formal conosco. Se não acontecer, também não é grande o problema, a gente sabe das diferenças programáticas desses partidos conosco. Vão acontecer daí as alianças regionais, que já foi uma característica em 2022 e pode ser novamente em 2026”, disse a ministra da SRI.
Ministério da Segurança
Gleisi Hoffmann afirmou que o governo não quer que a PEC da Segurança Pública seja “aprovada de qualquer jeito” e critica o relatório do deputado Mendonça Filho (União-PE). Gleisi afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve criar o Ministério da Segurança Pública ainda no primeiro semestre, caso seja aprovada rapidamente no Congresso.
“O relatório apresentado pelo Mendonça não é um relatório que contemple as expectativas que o governo tinha. O que nós queremos com a PEC da Segurança Pública é que as funções de cada ente estejam bem descritas e colocadas para que não haja concorrência de competência”, disse Gleisi.
A ministra da SRI afirmou ainda que acredita ser possível a aprovação do fim da escala 6×1 ainda neste ano. Segundo ela, outras prioridades para 2026 é o combate ao feminicídio, a aprovação da MP do Gás e o projeto que regulamenta trabalhadores de aplicativo. Segundo ela, no último, há a resistência das empresas, que se opõem a pontos da proposta do governo.
