
Do ATUAL
MANAUS – A FVS (Fundação de Vigilância em Saúde) do Amazonas registrou redução na incidência de hepatite no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. De acordo com dados do Painel Epidemiológico de Hepatites do Estado, foram confirmados 309 casos entre janeiro e junho deste ano contra 474 no mesmo intervalo do ano passado — uma queda de 34,81%.
A maior parte das notificações em 2025 foi de hepatite B, com 218 casos, seguida por 81 de hepatite C, 7 de hepatite D e 3 de hepatite A. Em relação as mortes, foram 14 por hepatite B, 12 por hepatite C e 5 por hepatite D. Não houve mortes por hepatite A neste ano.
Em 2024, no mesmo período, o estado registrou 305 casos de hepatite B, 128 de hepatite C, 30 de hepatite D e 11 de hepatite A. No ano passado ocorreram 15 mortes por hepatite C, 13 por hepatite B, 3 por hepatite D e um por hepatite A.
Em todo o ano de 2024, o Amazonas registrou 902 casos de hepatite, sendo 605 de B, 223 da C, 46 da D e 28 de hepatite A. Manaus respondeu por 438 desses casos.
Em Manaus a FVS também registrou queda nas notificações este ano: foram 112 em seis meses contra 235 casos confirmados em 2024 — uma redução de 52%. São 73 casos de hepatite B, 36 de hepatite C e 3 de hepatite D. Não houve registro de hepatite A. No mesmo período do ano passado, foram 125 casos de hepatite B, 96 de hepatite C, 11 de hepatite D e 3 de hepatite A na capital amazonense.
Segundo a diretora-presidente da FVS, Tatyana Amorim, as hepatites A e E estão associadas à baixa qualidade da água e saneamento, enquanto as hepatites B e C são transmitidas por contato com sangue, relações sexuais sem proteção e compartilhamento de agulhas e objetos cortantes. A vacinação, uso de preservativos e cuidados com a higiene são as principais formas de prevenção.
A coordenadora do Programa Estadual de Hepatites Virais, Vanieli Cappellesso, alerta para o desconhecimento do diagnóstico por grande parte das pessoas infectadas, especialmente pelo vírus B. Ela diz que os testes rápidos estão disponíveis nas unidades básicas de saúde, e que o diagnóstico precoce melhora o prognóstico da doença.
O Ministério da Saúde recomenda vacinas contra hepatites A e B, com doses iniciadas no nascimento e reforçadas conforme o Calendário Nacional de Imunização. A campanha Julho Amarelo chama atenção para o combate às hepatites virais em todo o país.
A secretária estadual de Saúde, Nayara Maksoud, alerta sobre a importância da conscientização: “Trata-se de uma doença muitas vezes silenciosa e, por isso, é preciso estar atento aos sinais para início de tratamento”.
