
Por Felipe Campinas, da Redação
MANAUS – A FVS-AM (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas) confirmou, nesta segunda-feira (12), mais oito casos de Monkeypox, doença mais conhecida como varíola dos macacos, no Amazonas, elevando para 48 o número de infectados no estado. Até o momento, foram diagnosticados com a doença 46 homens e duas mulheres.
De acordo com a FVS, os novos casos são homens com idades entre 22 e 49 anos e residentes em Manaus. Eles relataram que o início dos sintomas ocorreu entre os dias 22 de agosto e 1º de setembro, sendo os principais febre, adenomegalia (inchamento dos gânglios linfáticos), cefaleia (dor de cabeça), erupção cutânea, dor nas costas, dor de garganta e fraqueza.
Ainda de acordo com a fundação, os casos foram notificados entre os dias 30 de agosto e 4 de setembro. Os infectados necessitaram de hospitalização, seguem estável, em isolamento domiciliar, sendo acompanhados por equipes do Cievs Manaus (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Manaus).
Até esta segunda-feira, a FVS recebeu 137 notificações, das quais 48 foram confirmadas para varíola dos macacos, 64 foram descartadas e 25 ainda são consideradas suspeitas, aguardando o resultado de exames.
Conforme a SES-AM (Secretaria de Saúde do Amazonas), o estado ainda não registrou nenhuma morte causada por complicações da monkeypox.
A FVS informou que a maioria dos infectados teve relações sexuais com desconhecidos. “Foi observado que 66,7% dos casos confirmados tiveram contato íntimo, incluindo sexual, com desconhecido/a(s) e ou parceiro/a(s) casual(is) ou múltiplas, nos últimos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas”, diz a nota de esclarecimento da fundação.
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De acordo com o Ministério da Saúde, uma das principais formas de transmissão da varíola dos macacos é o contato direto com pessoas infectadas (pele, secreções) e objetos contaminados. Por esse motivo, higienizar as mãos com água e sabão ou com álcool em gel antes de comer ou tocar no rosto é uma medida importante de prevenção da doença.
Outras formas de transmissão incluem exposição próxima e prolongada às gotículas e outras secreções respiratórias e toque em roupas, roupas de cama ou toalhas usadas por pessoas infectadas.
Evitar o contato íntimo ou parcerias sexuais desconhecidas é uma das recomendações da FVS para se prevenir da doença, assim como evitar beijar, abraçar, ou fazer sexo com alguém com Monkeypox. No caso de sintomas da doença, deve-se avisar as pessoas com quem se teve relação sexual nos últimos 21 dias.
A FVS também orienta que as pessoas diagnosticadas com Monkeypox devem utilizar máscara e roupas cobrindo as lesões; higienizar as mãos frequentemente; não compartilhar alimentos, objetos de uso pessoal, talheres, roupas ou roupas de cama; e buscar um serviço de saúde nos casos de aparecimento de lesões (bolhas) ou feridas.
O atendimento inicial deve ser realizado, preferencialmente, nas unidades básicas de saúde da atenção primária, indicando-se internação hospitalar para os casos que apresentem sinais de gravidade. Os sinais e sintomas incluem dor de cabeça, febre, calafrios, dor de garganta, malestar, fadiga, lesões maculopapulares na pele e linfadenopatia.
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