FVS alerta rede de saúde para ações emergenciais contra o Sarampo

FMT (Foto Três Comunicação/Divulgação)

Casos de sarampo no Amazonas serão tratados na Fundação de Medicina Tropical (Foto Três Comunicação/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – A FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas), vinculada à Susam (Secretaria de Estado de Saúde) emitiu a Nota Técnica nº 05/2018, por meio da qual alerta os profissionais da rede de saúde para a necessidade de intensificação das ações de vigilância epidemiológica do Sarampo e do Diagnóstico Diferencial.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), passa a ser o local de referência para o atendimento à doença. A Nota Técnica explica que todos os casos suspeitos detectados em unidades públicas e privadas devem ser encaminhados para o serviço de Pronto Atendimento da FMT-HVD, unidade da Susam situada na Avenida Pedro Teixeira, nº 25, bairro Dom Pedro, zona centro-oeste.

Os casos suspeitos devem preencher os requisitos clínicos e epidemiológicos e precisam ser encaminhados à FMT-HVD pela unidade de saúde onde foi detectado. As medidas que estão sendo adotadas, disse Deodato, levam em consideração a ocorrência de surto epidêmico de sarampo na Venezuela, no Estado de Bolívar, e em áreas fronteiriças com o Brasil, e a confirmação de casos de importados em Boa Vista (RR). Segundo ele, faz parte do plano de intensificação das ações de vigilância epidemiológica para evitar a reintrodução do sarampo no Amazonas, que há 15 anos não registra casos da doença. Deodato observa que, desde que os primeiros casos de sarampo foram identificados em Boa Vista, o Governo do Estado tem intensificado as ações de vigilância e prevenção, em parceria com a Prefeitura de Manaus.

“Entre as medidas que já adotamos está a capacitação de servidores da rede de saúde para o trabalho de vigilância epidemiológica”, lembrou. A Susam também enviou seringas para a campanha de vacinação que está sendo feita em Roraima e colocou à disposição técnicos de vigilância epidemiológica da FVS-AM, caso o Estado necessite de reforço. Também foi reforçada a vigilância epidemiológica e vacinação em municípios de fronteira – Presidente Figueiredo, do lado do Amazonas, e Rorainópolis, em Roraima.

O diretor presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, ressalta que as equipes de saúde das unidades da capital e Região Metropolitana de Manaus está preparada para identificar e seguir os protocolos preconizados para o encaminhamento dos casos à unidade de referência da rede. “A FMT-HVD é a unidade referência para atendimento de doenças infecciosas, contando com corpo clínico especializado, além de estrutura física necessária para o atendimento de possíveis pacientes. A unidade preparou enfermarias próprias para acompanhamento e monitoramento dos pacientes”, destacou.

Conforme a Nota Técnica, considera-se caso suspeito todo indivíduo que, independentemente da idade, apresentar febre e axantema maculopapular (pequenas manchas vermelhas) acompanhado de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/coriza e/ou conjuntivite; com histórico de viagem a região com caso confirmado de sarampo nos últimos 30 dias, ou de contato no mesmo período com alguém que viajou a esses locais.

A notificação de casos suspeitos deve ser feita imediatamente ao Distrito de Saúde (Disa) da área de abrangência da unidade e ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), além de notificar o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). As amostras coletadas devem ser encaminhadas imediatamente ao Laboratório Central (Lacen) e laboratórios distritais, no caso das unidades municipais.

Os casos suspeitos devem ser investigados em 48 horas após a notificação. Assim como, reforçar com as equipes de saúde a intensificação da busca ativa de possíveis casos suspeitos. “O sarampo é uma doença extremamente contagiosa e que passa a ser transmitida antes mesmo do aparecimento dos primeiros sinais e sintomas da doença. Portanto, é essencial manter a vigilância ativa. A forma de prevenção mais eficaz é a vacina disponível em todas as unidades de saúde”, esclareceu Bernardino Albuquerque.

Diagnóstico

A Nota Técnica também destaca a importância do Diagnóstico Diferencial, que está relacionado às outras doenças cujos sintomas se assemelham ao sarampo. Essas doenças são conhecidas como exantemáticas febris agudas – rubéola, eritema infeccioso (Parvovírus B19) e dengue. “Deve ser feito o diagnóstico laboratorial. Se der uma dessas doenças, descarta-se o sarampo”, observa Bernardino.

Vacina

A nota destaca, ainda, que a primeira dose da vacina Tríplice Viral deve ser aplicada aos doze meses de idade. Uma segunda dose, com a Tetraviral, deve ser aplicada aos 15 meses de idade. Na faixa-etária de 02 a 29 anos, recomneda-se  administrar duas doses da Tríplice Viral e, de 30 a 49 anos, uma dose da Tríplice Viral, para quem não tiver comprovante de vacinação.

A doença volta a preocupar o Ministério da Saúde, em virtude dos casos registrados em Boa Vista, Roraima, distante 708 quilômetros, da capital amazonense. Até na última terça-feira (06/03) foram confirmados seis casos no Estado e um óbito. Todos os casos são de crianças menores de cinco anos, imigrantes da Venezuela, país que enfrenta o surto da doença.

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