
Do ATUAL
MANAUS – A qualidade do ar em municípios do Amazonas se mantém comprometida pela fumaça dos incêndios florestais. Segundo a média de 24 horas da rede PurpleAir, Parintins está no nível severo, classificado como “péssima”. Na capital, Manaus, a qualidade do ar é considerada “ruim” por duas plataformas: Olha como Tá e PurpleAir.
Além de Parintins, sete municípios estão na faixa de risco alto, com qualidade do ar “muito ruim”: Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, São Sebastião do Uatumã e Silves.
Na faixa alta com classificação “ruim”, a rede PurpleAir aponta Autazes, Boca do Acre, Manaus, Nova Olinda do Norte e Urucurituba.
Outros 25 municípios estão em nível moderado: Alvarães, Barcelos, Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Borba, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Humaitá, Japurá, Jutaí, Manaquiri, Manicoré, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tapauá, Tefé e Urucará.
A poluição provocada pelos incêndios florestais continua sendo uma preocupação, mesmo após a ocorrência de chuvas.
O monitoramento da plataforma Olha como Tá aponta 94 focos de calor detectados no Amazonas neste sábado e 1.518 registros nos últimos sete dias. Nas últimas 24 horas, 23 dos 62 municípios amazonenses tiveram focos de calor. Os números são dinâmicos e podem mudar ao longo do dia, conforme o sistema faz novas detecções.
A meteorologista Juliane Querino, pesquisadora e professora da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), explica que a chuva ajuda a reduzir a concentração de poluentes na atmosfera, mas não impede novas emissões enquanto houver incêndios ativos. Segundo ela, a precipitação funciona como um auxílio no combate à fumaça, especialmente diante da intensidade das queimadas na região.
A direção e a velocidade dos ventos também influenciam a dispersão dos poluentes e podem favorecer a chegada de fumaça de outras localidades à capital.
