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Dia a Dia

Fiocruz Amazônia faz identificação de vírus Chikungunya em três horas

22 de julho de 2015 Dia a Dia
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Laboratoriosvalendo
Fiocruz desenvolveu a técnica em laboratório de Manaus para diagnóstico rápido (Foto: Divulgação/Fiocruz)

MANAUS – Um protocolo de testes elaborado desde 2009 pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) permitiu a identificação do vírus Chikungunya em três pacientes em Manaus, na última semana. Com o método utilizado pela Fiocruz Amazônia, é possível identificar o vírus em um período de três horas após o recebimento das amostras.

A identificação dos casos foi informada à Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), que deu início às ações de vigilância referentes ao caso.

De acordo com o vice-diretor de Pesquisa da Fiocruz Amazônia e coordenador do estudo referente ao protocolo de testes, Felipe Naveca, os pesquisadores utilizam a metodologia denominada de PCR em tempo real para identificar, em um curto período, a ocorrência de Chikungunya e outras arboviroses.

“Trabalhamos com a PCR em tempo real desde 2009, em um projeto de pesquisa com recursos do governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no Programa Primeiros Projetos (PPP), onde desenvolvemos a metodologia para duas arboviroses especificas e, então, fomos ganhando experiência. Trabalhamos a mesma metodologia em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de Roraima e a Universidade Federal de Roraima (UFRR), desde 2012, com foco nos casos de dengue, e no início deste ano, identificamos amostras positivas de Chikungunya em Roraima utilizando esta mesma abordagem”, disse Naveca.

Naveca informou que, na última semana, dos cinco pacientes com suspeita de infecção pelo vírus Chikungunya em três os resultados deram positivos. Segundo ele, um dia após de realizar os testes com base na metodologia elaborada pela Fiocruz Amazônia, os pesquisadores repetiram os testes utilizando a mesma metodologia do Instituto Evandro Chagas (IEC), instituição de referência na área, e os resultados também foram positivos.

“A Fiocruz Amazônia tem infraestrutura técnica e os recursos humanos necessários para trabalhar em parceria com as Secretarias de Estado e Municipal de Saúde para identificar, de maneira mais rápida a ocorrência do vírus Chikungunya, dando uma resposta mais rápida para a sociedade e permitir, com isso, o início mais rápido de ações de controle e vigilância.”, disse o vice-diretor de Pesquisa da Fiocruz Amazônia.

A metodologia

De acordo com Felipe Naveca, o PCR em tempo real é uma técnica de alta especificidade e sensibilidade de acordo com o protocolo que é trabalhado pela Fiocruz Amazônia. Segundo ele, existem duas metodologias: uma com o uso de corantes intercalantes e outra com as sondas.

“Nós utilizamos a sonda porque ela aumenta a especificidade dos testes e permite testarmos mais de um alvo ao mesmo tempo. Esta metodologia vem sendo preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para detecção de vários vírus, entre eles a Influenza (gripe), Ebola e Chikungunya”, disse Naveca.

Segundo ele, a principal vantagem em realizar este tipo de procedimento a nível local se dá pela rapidez na resposta, além de não ser necessário o transporte de amostras, o que pode comprometer a qualidade das mesmas.  Em casos como o Chikungunya, a detecção precoce dos casos permite maior agilidade na tomada de decisões por parte das autoridades de saúde e, consequentemente, uma redução no número de casos.

(As informações são da assessoria da Fiocruz Amazônia)

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Assuntos Chikungunya, Fiocruz, pesquisa, teste
Valmir Lima 22 de julho de 2015
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