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Augusto Barreto Rocha

Fim da Colônia e nascimento de uma República

27 de julho de 2020 Augusto Barreto Rocha
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Em 15/06 comecei uma série de artigos sobre o comportamento de Colônia que insistimos na Amazônia. Este é o último texto. De lá para cá, constatei que existem motivos históricos que construíram este comportamento: a Cabanagem (1835-1840) foi reprimida com vigor pelo então governo brasileiro, com uma estimativa que cerca de 30% ou mais da população da Província do Grão Pará teria morrido nos combates. Os impactos psicológicos de tantas mortes e de uma revolta tão brutalmente sufocada provavelmente perduram até hoje e explicariam esta nossa forma de agir.

Houve ainda uma série de projetos planejados para a região, mas que nunca chegaram a ser executados, sendo que a maior parte sequer foram iniciados. Há muita promessa e pouca realização. Desde sempre. O que vemos hoje com o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) não é nada diferente do que experimentamos com a BR-319, a Transamazônica, o Calha Norte, Ferrovias, Portos, Aeroportos, Jari e tantas outras iniciativas fracassadas. As que terminam são apenas para atender a interesses que não sejam da região, como os projetos de mineração ou de hidroelétricas, que fazem apenas sangrar as entranhas da natureza. O único grande projeto que existe e deu certo para nós é a Zona Franca de Manaus e há uma luta incessante de uma parcela do país para destruí-la.

Esta ida ao passado é importante para uma melhor compreensão do motivador que leva a este comportamento tão conectado com a nossa cultura. Precisaremos pacificar em nossa consciência esta história, mas será que o restante do país tem este interesse? Quando começamos a observar publicações, análises, interações com o resto do Brasil, sempre há uma impressão de que a região é tratada como exótica, distante, selvagem e com lideranças que não merecem respeito. Ou seja, há dos “dois lados” um comportamento compatível com o histórico.

Precisaremos pacificar este comportamento, enfrentando a história e os traumas, para tentar transcender todas as facetas desta cultura onde no Norte não há ou não haveria pessoas qualificadas para capitanearem seu desenvolvimento ou ainda que deveria seguir atrasado como uma reserva para o país do futuro, que nunca chega. A guerra das balas já acabou, mas ainda não acabou a guerra das ideias e dos conceitos e pré-conceitos negativos com respeito aos moradores de nossa região. Sem este rompimento, será pouco provável a construção de uma Amazônia mais próspera, pois dependemos de políticas desiguais, por conta da situação criada, como em qualquer região periférica do mundo que foi vitimada pela guerra ou pela distância dos grandes centros econômicos.

O Fim da Colônia, com o nascimento de uma verdadeira República, com projetos que sejam abraçados pelas nossas sociedades, dependerá de um novo comportamento de todos. Os Conselhos, Bancos, Universidades ou empresas que não interajam –verdadeiramente– conosco serão sempre repudiados. A problemática cultural, derivada do massacre, é que a repulsa será tipicamente dissimulada, tanto com o desejo de subjugar, quanto pelo desejo de resistir. Enfrentar a história em cada encontro de ideias e construir uma verdadeira República: eis o caminho para sairmos desta situação em que nos encontramos. Precisaremos de políticas desiguais para romper os séculos de isolamento, pois o desejo de autonomia ainda não foi atendido. O pior é que diariamente aumenta a nossa distância de uma economia mais moderna, pelo abismo da ausência de pessoas, infraestrutura, capital, ciência e tecnologia.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Amazônia, Augusto Barreto Rocha, colônia, República
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