O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Igor Araujo Lopes

A festa (não) acabou

13 de fevereiro de 2017 Igor Araujo Lopes
Compartilhar

“A crise consiste precisamente no fato de que o velho morre e o novo não acaba de nascer” escreveu o grande pensador Antonio Gramsci nos seus anos prisão pelo fascismo italiano. Tomando como promissora essa linha de raciocínio, resta investigar como anda o imbróglio desta ruptura. Ao final, quem e quando vão desligar os aparelhos dessa desordem social e global que se segue no pós-guerra.

O neoliberalismo demonstra não mais conseguir estabelecer uma política de explicação efetiva da gestão econômica, os Estados dos países centrais claramente enrijecem e aumentam suas participação na economia com medidas protecionistas, enquanto exportam para a periferia a ideologia liberal travestida de ciência neutra, para que assim, ao menos, siga em expansão o fluxo daquilo que alimenta o coração do capitalismo, a taxa de lucro.

Basta ver as quedas da taxa que vem acontecendo desde os anos oitenta nos países centrais do G7, enquanto o resto do mundo presencia um aumento, o que os torna responsáveis por manter a economia mundial. Obviamente não é deles o desfrute dos resultados, é para o centro que vai todo a féria da exploração da periferia.

O problema maior está na natureza da crise – esta não se mostra mais como as tradicionais crises cíclicas já esperadas por todos uma hora ou em outra. A crise atual do capitalismo é estrutural – pois este modo de produção não se faz mais capaz de sanar as demandas populares crescentes ao mesmo tempo que “resolve” os problemas estruturais do seu próprio modo de produção. É como se para cobrir um buraco, tivesse que cavar mais buracos cada vez maiores.

Portanto, o que faz essa crise ter um caráter estrutural, diferenciado das outras? Sua especificidade se faz por estar escancarando um beco sem saída. O impasse se impõe ao se tornar explícita a insolubilidade de suas estratégias. Tudo isso por um tipo de funcionamento da história que já era bem descrito desde Hegel: a contradição.

O capitalismo esta repleto delas. Ele é, inerentemente – de cima a baixo – um sistema contraditório. Muitas vezes convive bem com seus paradoxos arrumando sínteses que movimentam a plasticidade incrível do sistema. Em outros momentos parece produzir contradições capazes de paralisá-lo. É o caso que parece ter atingido a contração entre capital e trabalho atualmente.

O ponto central de todo o processo é a taxa de lucro, mais especificamente, sua redução incontrolável, que se torna tendencial, secular, e até – já há quem diga – irreversível. Relacionada ao desenvolvimento das forças produtivas, cria-se a primeira contradição: as inovações tecnológicas só são incentivadas para o aumento da taxa de lucro, que por sua vez necessita de um aumento da produtividade do trabalho, o que então aumenta a taxa de mais-valor retirada de cada trabalhador, posto que as máquinas acabam por substituir os próprios trabalhadores.

Isto é, os trabalhadores – que também são consumidores – veem seus interesses e direitos negados. Querem aumentar seu salário e prosperar – afinal é disso que tratam as fábulas liberais – contudo isso contraria os interesses dos proprietários que querem sempre diminuir as despesas e aumentar o lucro. Esse conflito é velho, e toma formas específicas em cada momento histórico, e ele é exemplo daquilo que é o motor primordial da história, a luta de classes.

Como via de exemplo: levado as últimas consequências, o que acontece com a produtividade aumentada e o poder de compra enfraquecido? Crise de superprodução. Como via de reflexão: o que espera o capitalismo num contexto de nova revolução industrial? Onde a ofensiva é avassaladora e empresas do mundo todo afirmam que irão automatizar toda sua linha produtiva? Lembrando que robôs não consomem! Se a festa (não) acabou, como previa Drumond, no poema “E agora, José”, o fogo (da mais valia) esfriou. Falta saber para onde e com quem marchar…
[email protected]


Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Traficantes pulam no rio, fogem e deixam 2,5 toneladas de maconha e armas no barco

FVS registra 232 mortes de bebês menores de 1 ano em 4 meses no Amazonas

Câmara aprova projeto que derruba sigilo sobre gastos públicos

Embaixadores da União Europeia conhecem projetos de pesquisa da UEA

Secretário pede mais investimento para ampliar combate ao crime no AM

Assuntos Amazonas, capitalismo, Crise, neoliberalismo
Valmir Lima 13 de fevereiro de 2017
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Cerca de 2,5 toneladas de maconha do tipo skank, três fuzis e munições foram apreendidos (Foto: WhatsApp/Reprodução)
Polícia

Traficantes pulam no rio, fogem e deixam 2,5 toneladas de maconha e armas no barco

22 de maio de 2026
O levantamento mostra taxa de mortalidade infantil de 14,5 óbitos a cada mil nascidos vivos (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Dia a Dia

FVS registra 232 mortes de bebês menores de 1 ano em 4 meses no Amazonas

22 de maio de 2026
Amom Mandel
Política

Câmara aprova projeto que derruba sigilo sobre gastos públicos

21 de maio de 2026
União Europeia
Dia a Dia

Embaixadores da União Europeia conhecem projetos de pesquisa da UEA

21 de maio de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?