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Economia.

Faturamento da indústria em Manaus foi 9,41% maior em 2017, diz Suframa

28 de fevereiro de 2018 Economia.
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Brasil ainda se sai mal na balança fiscal em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) previsto para o ano de 2017 e na competitividade global (Foto: Agência Brasil)
Faturamento da indústria em Manaus cresceu no ano passado, segundo a Suframa (Foto: Agência Brasil)
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Da Redação

MANAUS – O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou faturamento de R$ 81,7 bilhões em 2017, um crescimento de 9,41% em relação a 2016 (R$ 74,7 bilhões), informou a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). Conforme a autarquia, a evolução do faturamento representa uma recuperação gradativa do desempenho do setor que vinha sendo observado até o ano de 2014 (R$ 87,4 bilhões). Em dólar, os US$ 25,58 bilhões alcançados em 2017 significaram um acréscimo de 16,62% na comparação com o ano anterior (US$ 21,93 bilhões). Na moeda americana, também houve aumento de 6,54% no volume de exportação, na comparação entre o total de 2017 com o de 2016.

Os dados da Suframa mostram que a mão de obra do PIM em dezembro foi de 87.622 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados. O número é 0,68% superior ao total de dezembro de 2016 quando o registro foi de 87.031 trabalhadores. “O resultado consolidado de janeiro a dezembro evidencia que o ano de 2017 encerrou com uma média mensal de 86.202 empregos. Isso representa 0,05% de elevação ante a média mensal de empregos do ano anterior (86.161). No ano passado, ocorreram 25.306 admissões e 24.535 demissões, com saldo positivo de 771 vagas ocupadas”, informou a Suframa.

Segmentos

Com R$ 23,7 bilhões (US$ 7.43 bilhões) faturados no ano, o polo Eletroeletrônico foi o maior responsável pelo resultado global de faturamento do PIM, respondendo por 29,02% do total. Em seguida estão os segmentos de Bens de Informática, com participação de 20,34%; Duas Rodas, com 13,30%; e Químico, com 12,06%.

Os setores que apresentaram crescimento, em moeda nacional, na comparação entre 2017 e 2016 foram: Eletroeletrônico (21,62% em moeda nacional e 30,18% em dólar); Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico (19,07% e 26,53%); Relojoeiro (0,19% e 6,81%); Duas Rodas (3,17 %; 10,42%); Termoplástico (6,68% e 14,03%); Bebidas (33,25% e 40,70%); Metalúrgico (10,44% e 17,69%); Mecânico (31,81% e 38,54%); Madeireiro (4,94%; 14,77%); Papel e Papelão (38,56% e 47,98%); Vestuários e Calçados (12,39% e 20,89%); Editorial e Gráfico (13,93% e 21,28%); Têxtil (49,06% e 59,94%); e Isqueiros, canetas e barbeadores descartáveis (0,16% e 6,26%).

Produtos

Entre os produtos que apresentaram incremento relevante de produção em 2017 em relação ao ano anterior, destacam-se: monitor com tela LCD para uso em informática (131,21%); aparelho GPS (102,63%); home theater (97,48%); unidade condensadora para split system (62,10%); condicionador de ar split system (45,08%); e forno micro-ondas (43,18%).

Em termos de volume de faturamento apresentado, os dez principais produtos fabricados pelo PIM em 2017 foram: televisor com tela de cristal líquido (R$ 15,3 bilhões e US$ 4.8 bilhões); telefone celular (R$ 8,7 bilhões e US$ 2.7 bilhões); motocicleta, motoneta e ciclomotores (R$ 8,4 bilhões e US$ 2.6 bilhões); condicionador de ar do tipo split system (R$ 3,8 bilhões e US$ 1.2 bilhão); placa de circuito montada para uso em informática (R$ 1,7 bilhão e US$ 540.8 milhões); relógio de pulso e de bolso (R$ 1,26 bilhão e US$ 394.6 milhões); forno micro-ondas (R$ 1,24 bilhão e US$ 388.6 milhões); receptor de sinal de televisão (R$ 1,05 bilhão e US$ 330.3 milhões); autorrádio e aparelhos reprodutores de áudio (R$ 734.5 milhões e US$ 230.2 milhões); e bicicletas inclusive elétrica (R$ 533,4 milhões e US$ 166.8 milhões).

Análise

Para o superintendente da Suframa, Appio Tolentino, o crescimento do faturamento de 2017 em relação à 2016 mostra o fim do período de recessão pelo qual passaram as indústrias do PIM e sinaliza também uma melhora no cenário conjuntural brasileiro, com um ambiente de retomada de investimentos e de consumo. “Ao mesmo passo que o PIM é fortemente afetado por cada oscilação negativa da economia do Brasil como um todo, esperamos também que nosso parque fabril seja contagiado com a recuperação econômica nacional e apresente resultados mais significativos e consolidados de crescimento”, disse Tolentino.

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Assuntos Appio Tolentino, incentivo fiscal, PIM, suframa, ZFM
Cleber Oliveira 28 de fevereiro de 2018
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