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Política

Falta de definição de candidatos para Câmara e Senado gera insatisfação no PT

9 de maio de 2022 Política
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Gleisi Hoffmann classificou reajuste de "mentira eleitoreira" (Foto: Ricardo Stuckert/Agência PT)
Gleisi Hoffmann diz que deputados do PT tem que ajudar diretórios regionais (Foto: Ricardo Stuckert/Agência PT)
Por Fábio Zanini, da Folhapress

SÃO PAULO – A dificuldade de organização do PT atingiu também as candidaturas à Câmara e ao Senado. Parlamentares andam incomodados com a falta de estratégia e esperam que agora, lançada a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o partido se volte a essa questão.

A situação do Senado é considerada a mais crítica. Estão postas hoje oito pré-candidaturas, mas, dessas, somente duas têm martelo batido: a de Wellington Dias no Piauí e de Camilo Santana no Ceará.

Na Paraíba, o pré-candidato é o ex-governador Ricardo Coutinho, mas sua condição ainda é incerta porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o tornou inelegível por abuso de poder econômico por oito anos, contados a partir de 2014. O partido entende que ele poderia disputar, mas o PC do B quer fazer a indicação.

No Rio de Janeiro, o pré-candidato é o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), André Ceciliano, mas há impasse com o PSB, que apresentou o nome do deputado federal Alessandro Molon. Beto Faro (PA), Reginaldo Lopes (MG), Zeca do PT (MS) e Teresa Leitão (PE) também dependem ainda de acertos estaduais.

“Em muitos estados não temos nome mesmo e não lançaremos candidato para marcar posição”, rebate a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann.

Na Câmara, a reclamação é sobre a falta de coordenação nacional. Não há uma meta oficial de deputados a serem eleitos e não existe, segundo relatos, uma definição de puxadores de votos nos estados.

A presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, diz que as direções estaduais já têm orientações sobre esse assunto e rechaça a crítica. “Esses parlamentares deveriam procurar seus diretórios e ajudar a construir. Nosso GTE [Grupo de Trabalho Eleitoral] já fez inúmeras reuniões e nossa secretaria de Organização está acompanhando a formação das chapas”, afirma.

O cenário se contrasta com declarações recentes de Lula sobre a necessidade de se pensar na governabilidade, caso eleito, para não ficar refém do centrão. A criação da federação com PC do B e PV, por exemplo, faz parte desses esforços para garantir uma base de apoio sólida no Congresso.

Outra área que a cúpula do partido pretende pacificar depois do evento do sábado (7) é a comunicação. Na véspera do lançamento formal da campanha, Lula deu fim a uma incerteza que, há duas semanas, consumia seus apoiadores ao definir os coordenadores de comunicação de sua campanha.

Disposto a apagar a ideia de desestruturação, Lula escolheu o deputado federal Rui Falcão (SP) e o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, para a coordenação de comunicação.

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Assuntos Câmara dos Deputados, PT, Senado
Cleber Oliveira 9 de maio de 2022
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