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Economia

Excesso de leis emperra desenvolvimento e favorece a corrupção, diz empresário

30 de agosto de 2018 Economia
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Empresário Marcello do Amaral sugere consolidação das leis ambientais brasileiras (Foto: Valmir Lima/ATUAL)

Da Redação

MANAUS – O empresário Marcello Silva do Amaral, dono da empresa paraense Agropalma, que fornece óleo de palma para empresas de todo o mundo, criticou durante a abertura do “I Congresso de Gestão da Amazônia: inovação, sustentabilidade e governança”, a quantidade de leis brasileiras que buscam a preservação ambiental da Amazônia e impedem os investimentos de empresas na região.

Dados apresentados pelo empresário, mostram que para ter autorização para produção no estado do Pará, as empresas devem atender a 1.066 leis nacionais e 153 leis estaduais, ou seja, 1.219 leis. Esse número chega a ser maior que o número de leis somadas da Colômbia, Indonésia, Malásia, Gabão e Libéria, que somam 997 leis.

“Isso mostra a pobreza do nosso legislativo, mostra uma pobreza do nosso executivo e dá liberdade completa para que Judiciário se vista do administrador nacional”, disse o empresário.

Marcello do Amaral sugere uma consolidação das leis ambientais no Brasil, “da mesma forma que ocorreu com a reforma trabalhista”. Segundo ele, “se nós não fizermos consolidação das leis ambientais e de todas as outras e tivermos algo factível e fiscalizado, a coisa não acontece. Quem adora isso aqui é corrupto. A corrupção se dá nisso aí. 1.219 leis são 1.219 oportunidades de um corrupto encontrar alguém para ser um corruptor”, afirmou.

A empresa Agropalma fabrica óleo bruto de palma, extraído das palmeiras. O processo é feito em duas fábricas localizadas nos municípios de Tailândia e Acará. A refinaria e fábrica de gorduras estão na capital do estado, Belém.

O óleo de palma é usado para frituras industriais, aspersão de extrusados, chocolates, massas, margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes, cosméticos, detergentes e sabonetes. É um produto que possui diversas aplicações nas indústrias alimentícia e óleo-química.

No Brasil, conforme o empresário, existe uma elite econômica e outra social que defendem a preservação ao extremo. “Em vez de você chegar e dizer ‘olha, eu vou guardar a Amazônia porque vai chegar um momento em que vamos precisar’, mas desmatam, desmatam, desmatam, sem gerar riqueza. É desmatamento, em sua grande maioria, ilegal e feito de forma ilegal”, disse o empresário.

No quadro abaixo, exibido no evento, o número de leis:

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Assuntos Amazônia, desenvolvimento, Gestão da Amazônia, Marcello do Amaral
Felipe Campinas 30 de agosto de 2018
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