
Da Redação
MANAUS – No primeiro dia de desfile das escolas de samba em Manaus, as agremiações do Grupo de Acesso B se apresentaram nessa quinta-feira, 20, no Sambódromo.
A Gavião do Parque, que abriu o desfile, apresentou o enredo ‘Do Coração da Floresta, Música, Cor e Alegria: Uendel Pinheiro – A Voz do Samba da Amazônia”, de Márcio Almino. Com aproximadamente 300 componentes, a escola homenageou o cantor e compositor Uendel Pinheiro, referência na nova geração do samba.
A comissão de frente mostrou o tema ‘O Berço do Samba’, seguida do carro abre-alas ‘Influências Musicais’. Para contar a história do artista, a escola contou com seis alas: ‘O Artista da Floresta’, ‘Pará’, ‘Samba’, ‘Mais Bela Sinfonia’, ‘Cavaquinho’ e ‘Me Chama Pra Beber’.
Em seguida, a Unidos da Coophasa evidenciou o ‘Tambor’, com o enredo de Jander Thomaz. Com uma alegoria e seis alas, a agremiação fez uma viagem pela história do instrumento musical.
Os encantos do município de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus), foram destaque no desfile da Império dos Meninos Levados, que entrou na passarela com o tema ‘Dos Fantasmas do Velho Airão ao Santo Ângelo a Procissão, Novo Airão 65 Anos’, de Jean Charles.
Enquanto a comissão de frente mostrou a história de Velho Airão, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira representou os botos cor-de-rosa e o peixe-boi. O carro abre-alas também teve o boto em evidência, seguido das alas ‘Parque Nacional de Anavilhanas’, ‘Papagaios e Araras’, ‘Paraíso dos Biólogos’, ‘Fundação Almerinda Malaquias’, ‘Guerreiros Waimiri Atroari’, ‘Eco Festival do Peixe-Boi’, ‘Ceviche Amazônico’ e ‘Padroeiro Santo Ângelo’.
Quarta escola a desfilar no Sambódromo, a Império do Mauá apresentou o enredo ‘Um Grito de Alerta, Salvem a Amazônia, Vamos Preservar’, de Aldenor Maciel. Cerca de 400 componentes, contou a história de uma índia guerreira que convocou todas as tribos da Amazônia para defender o meio ambiente.
Já a Mocidade Independente da Raiz também trouxe o meio ambiente para a pista com o enredo ‘Amazônia – Encantos e Magia’, de Cleumar Ferreira, com base nos livros ‘Contos da Floresta’, de Yaguere Yama; e ‘Cismas do Interior’, de João Melo.
A agremiação fez uma homenagem à Floresta Amazônica mostrando os encantos e magias que povoam o imaginário. A comissão de frente representou ‘Os Donos da Terra’.
A Ipixuna homenageou o município de Santa Isabel do Rio Negro (a 630 quilômetros da capital amazonense), com o tema ‘Muito Prazer, Meu Nome é Santa Isabel do Rio Negro – Princesa do Reino Encantado dos Tapuruquaras, estrela maior do teto do Brasil’, de Bosco das Letras.
Com três alegorias, ‘Estrada de Rios’, ‘A Floresta em seu Esplendor’ e ‘Fé, Festa, Festança e Tradição’, a escola contou usou 13 alas, entre elas ‘Rio de Riquezas’, ‘Ipixuna Roga em Prece’, ‘Caboclo Ribeirinho’, ‘Pescar é Minha Sina’, ‘Peixe de Desenho’ e ‘Explosão do Festival’.
O penúltimo desfile foi da Leões do Barão de Açu que apresentou o enredo ‘Os Leões na Cabanagem’, de Franslite; com a Guerra dos Cabanos, revolta popular e social ocorrida durante o Império do Brasil, influenciada pela Revolução Francesa, na antiga Província do Grão-Pará, que abrangia os atuais estados do Pará, Amazonas, Amapá, Roraima e Rondônia.
Com 300 componentes, sendo 40 ritmistas na bateria, a agremiação contou com a comissão de frente ‘Os Dragões e os Cabanos’, o carro abre-alas ‘As Cabanas’ e as alas ‘Cabanos’, ‘Índios Rebeldes’, ‘Fazendeiros e Comerciantes’, ‘Mundurucus’, ‘Dragões Imperiais’ e ‘Mercenários Europeus’, assim como a ala das Baianas e a bateria ‘Leões Indomáveis’.
Para encerrar a noite, a Legião de Bambas veio com o ‘Tributo a Agnaldo do Samba: O Sabiá da Amazônia’, de Carlos Fausto. O homenageado era conhecido no reduto do samba por ter sido intérprete em escolas de samba de Manaus e nos bares tradicionais da cidade, como Caldeira e Jangadeiro, que foram retratados na avenida em 15 alas.
