
MANAUS – A Escola Municipal Jorge Resende, no bairro Tancredo Neves, zona leste, foi arromba por ladrões duas vezes num período de 48 horas. Os roubos aconteceram no sábado e nesta terça-feira. As câmeras foram insuficientes para inibir os bandidos, de acordo com informações que chegaram ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam). “Os professores estão indignados. Os ladrões reviraram tudo. Levaram até a merenda escolar”, disse o diretor do sindicato, Manoel Paixão.
De acordo com ele, que esteve na escola na manhã desta quarta-feira, mais de 700 estudantes ficaram sem aula.
Contrato milionário
De acordo com reportagem do AMAZONAS ATUAL publicada no dia 23 de abril, no dia 6 daquele mês, a Semed publicou a homologação de licitação (Ata de Registro de Preço) para serviços de monitoramento e segurança eletrônica nas escolas municipais da zona urbana de Manaus com a empresa IIN Tecnologias Ltda, que somados custariam R$ 63 milhões. O valor é quase o dobro do valor inicial, contratado pela Semed em 2010 (R$ 34,2 milhões).
O presidente do Sinteam, Marcus Libório, afirma que as câmeras não resolvem o problema da falta de segurança nas escolas. “Elas estão menos seguras do que quando havia segurança armada nas portarias. O custo benefício não compensa”, afirma.
Para o presidente do Sindicado dos Vigilantes do Amazonas, Valderli Bernardo, a mudança da vigilância humana pela eletrônica causou apenas o desemprego de centenas de trabalhadores, mas não reduziu a insegurança nas escolas. “Desde que as câmeras começaram a ser instaladas, 1970 vigilantes que trabalhavam nas escolas perderam seus empregos”, afirma.
O monitoramento, segundo ele, deveria servir para ajudar a segurança humana e não substitui-la. “Jamais o sistema de monitoramento eletrônico vai suprir a ausência do homem”, defende o sindicalista.
(com informações do Sinteam)
