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© 2022 Amazonas Atual
Sérgio Augusto Costa

Entre o altar e o púlpito

9 de julho de 2025 Sérgio Augusto Costa
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tiago paiva

MANAUS – O Brasil, com sua esmagadora maioria cristã – composta por católicos e evangélicos – apresenta um paradoxo intrigante: como um país com tamanha fé professada pode ainda ser refém de uma corrupção endêmica e de um atraso político que parece contrastar com o desenvolvimento de outras nações de maioria cristã? Essa questão complexa exige uma reflexão, que vai além da simples dicotomia entre fé e falha moral.

Historicamente, em diversos países, movimentos cristãos foram catalisadores de profundas mudanças. Seja na luta por direitos civis, na reforma social ou na promoção de valores éticos que moldaram nações, a influência cristã, em seu cerne, sempre teve um potencial transformador. No Brasil, embora haja exemplos louváveis, a impressão geral é de que essa maioria numérica não se traduz em uma força coesa e impactante para a mudança estrutural que o país tanto necessita.

Uma das possíveis explicações reside na natureza do evangelho que tem sido amplamente difundido. Em muitas denominações, tem-se observado uma guinada em direção a um evangelho de prosperidade e bem-estar individual, que foca na bênção pessoal, na riqueza material e na superação de problemas através da fé em que “quanto maior a oferta, mais rápido o milagre”. Embora a fé cristocêntrica seja fundamental, a ênfase excessiva naqueles aspectos pode, inadvertidamente, desviar o olhar da verdade, da justiça e da responsabilidade da Igreja.

É inegável que os valores cristãos, em sua essência, pregam a ética, a justiça, a solidariedade e a retidão. Mandamentos como “não furtarás”, “amar o próximo como a ti mesmo” e “fazer aos outros o que gostaria que fizessem a você” deveriam, em tese, moldar uma sociedade mais íntegra e um corpo político mais responsável. No entanto, a realidade brasileira parece desafiar essa premissa.

Uma das chaves para entender essa contradição reside na dissociação entre a fé professada individualmente e a prática coletiva na esfera pública. Muitas vezes, a religião é vivida de forma privada, como um refúgio pessoal ou uma busca por salvação individual, sem que seus preceitos éticos se traduzam efetivamente em uma cidadania ativa e transformadora. A fé se torna, para alguns, uma casca externa, sem penetrar nas camadas mais profundas do caráter e das ações no espaço público.

Além disso, a instrumentalização da fé para fins políticos tem sido um fator prejudicial. A presença de “bancadas religiosas” no Congresso e a ascensão de líderes políticos que se valem da retórica religiosa para angariar votos nem sempre se traduzem em uma gestão pautada por princípios éticos. Pelo contrário, em alguns casos, a religião é utilizada como um véu para esconder interesses particulares, privilégios ou mesmo atos ilícitos, deturpando o verdadeiro propósito da fé.

Outro ponto crucial é a falta de uma educação cívica robusta que conecte os valores éticos e morais, sejam eles de origem religiosa ou não, com a responsabilidade do cidadão na construção de uma nação. A formação para a cidadania no Brasil muitas vezes é deficiente, não capacitando os indivíduos a fiscalizar, a cobrar e a participar ativamente da vida política de forma crítica e engajada.

Não se trata de culpar a religião ou os fiéis pela corrupção. A responsabilidade é individual e coletiva. No entanto, é fundamental questionar por que uma maioria cristã, que em teoria compartilha valores de integridade e justiça, não consegue transpor esses preceitos para a governança do país de forma mais eficaz?

Talvez a resposta esteja em um chamado à coerência. Se a fé cristã prega a transformação do indivíduo e da sociedade, é imperativo que os fiéis, e especialmente aqueles em posições de poder, sejam os primeiros a dar o exemplo. Isso significa não apenas pregar, mas viver ativamente a ética, a transparência e o compromisso com o bem comum.

Somente quando a fé transcender o âmbito individual e se traduzir em uma ação coletiva e virtuosa na esfera pública poderemos começar a ver o Brasil desatar os nós que o prendem a um ciclo de corrupção e estagnação, e, assim, trilhar um caminho de verdadeiro crescimento e evolução.


Sérgio Augusto Costa da Silva – Delegado de Polícia, Bacharel em Direito e Teologia, pós-graduado em Direito Público, Penal e Processo Penal, MBA em Gestão Financeira e Contábil no Setor Público-UEA, Pós-graduando em Gestão de Tecnologia aplicada à Segurança de Dados-UEA e Mestrando em Segurança Pública- UEA.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Amazonas, cristãos, fé, politica, Religião
Valmir Lima 9 de julho de 2025
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