
Do ATUAL
MANAUS – A Eneva S/A, considerada a maior operadora privada de gás em terra no Brasil, informou que registrou receita líquida de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Segundo a empresa, o faturamento foi impulsionado pelas receitas fixas dos contratos regulados e pelas receitas variáveis associadas à geração líquida de energia de 1.578 GWh no período.
No Amazonas, a empresa tem contrato de concessão para exploração e produção de petróleo e gás natural. Desde 2021, a companhia explora comercialmente o Campo de Azulão, no município de Silves (a 181 quilômetros de Manaus). O gás é transportado para Boa Vista (RR) para abastecer usinas termelétricas que geram energia para 70% do estado.
De acordo com a Eneva, após a dedução de custos e despesas, a empresa registrou lucro de R$ 1,089 bilhão, que cresceu 54% nesse período em relação a 48% no primeiro trimestre de 2023.
A empresa afirma que o lucro do primeiro trimestre de 2024 foi impulsionado pelo sólido desempenho operacional do trimestre, com destaque para o crescimento do despacho termelétrico para o sistema elétrico brasileiro e exportações de energia para a Argentina, pela estabilização das operações na Usina Termelétrica Jaguatirica II (Roraima), pela entrada em operação do Complexo Solar Futura 1 em meados de 2023 e pelas otimizações de custos com ganhos de eficiência.
“Nossa disponibilidade para geração de energia ao Sistema Interligado Nacional e as exportações para a Argentina destacam a nossa flexibilidade e posição estratégica no setor elétrico. Contribuímos de forma significativa para o fornecimento de energia tanto no Brasil quanto além das fronteiras, fortalecendo nossa presença e impacto no mercado”, afirmou o presidente da Eneva, Lino Cançado.
O resultado operacional robusto se materializou também na geração de caixa operacional da Eneva no período, que atingiu seu maior valor histórico, em R$ 1,105 bilhão de reais, amparando o fluxo de investimentos requerido para a entrega dos projetos Azulão 950, das plantas de liquefação de GNL e da UTE Parnaíba VI.
Nos três primeiros meses deste ano, a Eneva investiu um total de R$ 422 milhões, sendo principalmente direcionados aos projetos contratados e em construção da Eneva, com destaque para o Complexo Termelétrico Azulão 950, que respondeu por R$ 125 milhões, e as plantas de Gás Natural Liquefeito (GNL) em pequena escala no Complexo Parnaíba, no Maranhão, que totalizaram R$ 123 milhões.
“Estamos construindo um legado de eficiência, sustentabilidade e liderança no setor energético brasileiro, contribuindo para um futuro com energia mais resiliente e responsável, reforçando o enunciado da nossa missão” afirmou Cançado.
