O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Economia

Embraer acusa Boeing de deslealdade, romper contrato, e quer compensação

25 de abril de 2020 Economia
Compartilhar
Jato E175 da Embraer é líder em vendas (Foto: Embraer/Divulgação)

Por Igor Gielow, da Folhapress

SÃO PAULO – A compra da área de aviação civil da Embraer pela Boeing, maior negócio aeroespacial da história brasileira, foi cancelado. O noivado iniciado em 2017 acaba como um divórcio litigioso, com a fabricante paulista acusando a gigante americana de deslealdade e prometendo ir à Justiça.

O anúncio foi feito na manhã deste sábado, 25, pela empresa americana, que afirmou ter rescindido o contrato porque a fabricante brasileira não teria cumprido todas as suas obrigações para executar a separação da sua linha de aviões regionais.

No começo da tarde, a Embraer divulgou nota acusando a Boeing. “A Embraer acredita firmemente que a Boeing rescindiu indevidamente o MTA (Acordo Global da Operação) e fabricou falsas alegações”, diz o texto. O fez, segundo a nota, “como pretexto para tentar evitar seus compromissos de fechar a transação e pagar à Embraer o preço de compra de U$ 4,2 bilhões (R$ 23,5 bilhões na sexta)”.

“A empresa acredita que a Boeing adotou um padrão sistemático de atraso e violações repetidas ao MTA, devido à falta de vontade em concluir a transação, sua condição financeira, ao 737 MAX e outros problemas comerciais e de reputação”, afirma a Embraer, que disse ter cumprido todas as condições necessárias para o negócio.

Por fim, a fabricante brasileira afirma que irá tomar “todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido e da violação do MTA”.

O próprio CEO da empresa, Francisco Gomes Neto, gravou um vídeo dando essa versão dos fatos. “Vamos buscar compensação”, disse, afirmando que “lamenta a decisão”, mas que a Embraer já superou crises no passado. “Seguimos firmes e fortes”, disse.

As dificuldades financeiras da Boeing citadas são conhecidas, embora a empresa negue que sejam o motivo da rescisão. São uma crise interna, com a paralisação da produção do best-seller 737 MAX por problemas técnicos que geraram acidentes fatais, e a queda de demanda mundial de aeronaves pela pandemia do novo coronavírus.

Como há discussões nos EUA sobre ajuda federal à empresa, politicamente seria complicado explicar o dispêndio com a Embraer caso venha a receber dinheiro de contribuintes americanos. A crise da Covid-19 desvalorizou brutalmente a Embraer também, levantando dúvidas sobre o preço a ser pago pela brasileira.

As empresas tinham até a meia-noite desta sexta, 24, para fechar o acordo em termos técnicos. Isso não ocorreu. “A Boeing trabalhou diligentemente nos últimos dois anos para concluir a transação com a Embraer. Há vários meses temos mantido negociações produtivas a respeito de condições do contrato que não foram atendidas, mas em última instância, essas negociações não foram bem-sucedidas”, disse Marc Allen, presidente da Boeing para a parceria com a Embraer e operações. Segundo ele, “é uma decepção profunda”. Allen não detalhou quais seriam os itens não cumpridos pelos brasileiros.

Segundo negociadores do lado da Embraer, desde que a crise da Covid-19 se agravou, havia sinais de que os americanos poderiam cair fora do negócio. Segundo esses negociadores, detalhes mínimos do contrato foram elevados, do dia para a noite, ao patamar de problemas insolúveis.

A nota de Allen responsabilizando a Embraer foi a gota d´água, sendo recebida com extrema irritação pela cúpula da empresa brasileira. Eles também levantam a hipótese de que a americana quis evitar pagar as multas contratuais estimadas em até US$ 75 milhões (R$ 420 milhões nesta sexta) por conta de uma desistência.

Com isso, a crise deverá escalar, muito provavelmente na Justiça. A dureza inusual no mundo dos negócios da nota da Embraer reflete essa disposição. Os americanos vivem uma crise dupla. A do 737 MAX é a maior da história da Boeing, mas o a pandemia dificultou ainda mais a vida da fabricante americana devido ao tombo na demanda do setor aéreo. Sua ação custava R$ 1.820 no último dia de 2019 e R$ 716 na sexta.

Já a Embraer está sob impacto da Covid-19, com adiamentos de entregas e revisão de pedidos. Sua ação nos EUA custava R$ 109 em 31 de dezembro passado e, nesta sexta, fechou a R$ 32,50.

Além disso, a União Europeia também complicava o negócio, sendo que seu órgão regulador era o último que faltava aprovar a tratativa -deixou a decisão para 7 de agosto, no que era visto por brasileiros e americano meramente como proteção à europeia Airbus.

A reavaliação da compra estava no radar da Boeing desde o começo da crise, conforme revelou o jornal Folha de S.Paulo no mês passado. Seja qual for a verdade sobre o caso, a implosão do negócio é um grande revés para ambas as empresas.

O negócio entre Boeing e Embraer começou a ser costurado em 2017, quando a maior rival da fabricante americana, a europeia Airbus, comprou a linha de jatos regionais C-Series, da canadense Bombardier. A empresa é a maior rival da Embraer, ocupando o segundo posto no mercado regional. Com a absorção da linha, renomeada A220, os europeus passaram a ter uma aeronave num nicho em que não trabalhavam, contando com a enorme capilaridade comercial para vendê-la mundo afora.

Isso alarmou a Boeing e também a Embraer, que passou a contemplar opções para aumentar a sua escala de venda. Os americanos também precisavam urgentemente renovar sua área de engenharia, que vinha apresentando deficiências e lentidão em projetos antes ainda da crise do 737 MAX.

A coincidência de interesses levou ao negócio, que foi fortemente enquadrado pelo governo brasileiro, detentor então de uma ação especial (‘golden share’) que lhe permitiria vetar qualquer tratativa. A ação era um resquício do processo de privatização da Embraer, em 1994.

Durante um ano, o Ministério da Defesa trabalhou com as duas empresas numa fórmula que contemplasse todos os envolvidos. Inicialmente, a Boeing queria comprar toda a Embraer, inclusive sua área militar e de aviação executiva.

Para evitar perder musculatura na decisão de projetos estratégicos, os militares acabaram favorecendo o desenho final. Nele, a Boeing levaria a área de aviação civil da Embraer formando uma empresa na qual teria 80% do controle, por US$ 4,2 bilhões.

E a área militar da Embraer ficaria com a empresa nacional remanescente, assim como o setor de jatos executivos. Além disso, uma joint-venture seria formada, com controle de 51% dos brasileiros, para a venda do cargueiro militar C-390.

A Boeing já faz parte da campanha de marketing internacional da aeronave, e vai manter essa parceria com a Embraer. O fim da joint-venture, contudo, atrapalha bastante os planos de alavancar a venda do cargueiro no mercado internacional – o C-390 seria a estrela do portfólio da nova empresa.

Outro problema para os brasileiros é de mercado, já que antes do acordo as previsões de analistas eram de que em talvez cinco anos a Embraer tivesse problemas de posicionamento na aviação civil se não estivesse integrada a uma das duas grandes cadeias aeronáuticas globais.

O acordo teve o beneplácito do Planalto sob Michel Temer (MDB) e foi ratificado por Jair Bolsonaro (sem partido) no começo de 2019.

O ano passado transcorreu tranquilamente, com a intrincada operação para desassociar parte das empresas, um processo chamado de ‘destrinchamento’ internamente, sendo feito aos poucos. A Boeing o considerava praticamente pronto, mas havia questões em aberto. A americana criou até um nome para a nova empresa, Boeing Brasil –   Commercial, e montou escritório em São José dos Campos (SP), sede da fabricante brasileira.

Os acidentes com o modelo 737 MAX, que levaram à paralisação de produção e à queda do presidente da empresa, após ser o avião com mais encomendas (5.000) da história da Boeing, criaram uma incerteza enorme sobre a sua capacidade de investimento.

Com faturamento anual pré-crise na casa dos US$ 100 bilhões (R$ 560 bilhões), a Boeing poderia absorver a área comercial da Embraer sem problemas, de todo modo. Mas a chegada da Covid-19, que interditou o setor aéreo mundial, reduziu sua janela de manobras.

Notícias relacionadas

Bancos impulsionam consignado privado pelo Crédito do Trabalhador

Fim da escala 6×1: economistas alertam sobre envelhecimento e custo do trabalho

Governo congela R$ 23,7 bilhões em despesas no Orçamento

Consumo de café aumentou no Brasil de janeiro a abril de 2026

Previsão de gastos com benefícios previdenciários sobe R$ 11,8 bilhões

Assuntos Boeing, Embraer
Cleber Oliveira 25 de abril de 2020
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Voo do eVTOL ocorreu em Gavião Peixoto (SP), sede da Embraer (Foto: Eve/Divulgação)
Tecnologia

Eve conclui testes de protótipo do carro voador para voos de transição

21 de maio de 2026
Justiça derruba liminar que suspendia venda da Embraer para a Boeing (Foto: Antônio Milena/ Agência Brasil)
Negócios

Embraer registra recorde em pedidos de aeronaves para 2026

28 de abril de 2026
Presidente Lula acompanha voo de caça Gripen fabricado no Brasil: primeiro supersônico brasileiro (IMagem: X/Reprodução)
Dia a Dia

Primeiro supersônico fabricado no Brasil voa pela primeira vez

25 de março de 2026
Embraer vai vender 100 unidades do jato Phenom 300E (Foto: Embraer/Divulgação)
Negócios

Phenom 300, da Embraer, lidera mercado mundial pelo 14º ano consecutivo

18 de fevereiro de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?