O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Economia

Em crescimento no Brasil, setor de jogos eletrônicos recebe afagos do governo

19 de agosto de 2019 Economia
Compartilhar

Por Eduardo Moura, da Folhapress

SÃO PAULO-SP – “Onde queres comício, flipper-vídeo”!. Naquele ano de 1984, quando Caetano Veloso lançava “O Quereres”, política e videogame pareciam ocupar espaços opostos. “Flíper era como se chamava pinball, fliperama. Eu via pessoas jogando em frente à TV. Isso contrastava com interesse em comícios, falas políticas em espaço público”, explica Caetano.

Trinta e cinco anos depois, o cenário mudou. Neste momento em que o termo guerra cultural bate e quica nos discursos tanto de esquerdistas quanto de direitistas, o governo se digladia abertamente com setores como os de cinema e teatro. Mas há um tipo de produto cultural específico que, em vez pedradas, ganha afagos: os jogos eletrônicos. “Um forte abraço gamers!”, postou Jair Bolsonaro, sem se preocupar com a vírgula.
Em falas recentes, o presidente tem feito acenos para a indústria de videogames.

Na última quinta-feira, 15, publicou decreto que reduz alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), “incidentes sobre jogos de vídeo e suas partes e acessórios”. Bolsonaro também mencionou, em postagem nas redes sociais, taxas de importação para eletrônicos. 

No Twitter, como que para justificar a preocupação com os games, o presidente disse que “o Brasil é o segundo mercado no mundo nesse setor”.  Sim, o mercado consumidor brasileiro é grande. Mas, não, não é o segundo. De acordo com a Newzoo, empresa de análise especializada no setor, o país é na verdade o 13°, com 75,7 milhões de jogadores, que gastaram ao todo US$ 1,5 bilhão em 2018.

“O setor de games surgiu como software e, no imaginário, ele ainda está muito próximo do setor de software. Enquanto nas ‘culturas clássicas’ a parte de negócios é uma consequência, o setor de games já nasceu voltado para o mercado. Quase não existe (o debate) ‘mercado versus cultura’”, diz o pesquisador Pedro Zambon, que mapeou o ecossistema brasileiro de jogos digitais.

“O governo encara o produto [game] como bem de entretenimento, diferente de cultura. Isso não é exatamente bom”, diz Luiggi Reffatti, programador e designer da Fira Soft, empresa brasiliense de games. O decreto em favor dos consoles vem seis anos depois da frase “é um crime o videogame, tá ok? Você tem que coibir o máximo possível”, dita em 2013 por um Jair Bolsonaro ainda distante da faixa presidencial, no programa Mulheres, da TV Gazeta.

Em 2019, já presidente, Bolsonaro ligou pessoalmente para o jogador profissional de Counter-Strike Gabriel Toledo, conhecido como FalleN. A pauta da conversa era redução de impostos sobre games.

Para o jornalista João Varella, autor do livro ainda inédito ‘Videogame – A Evolução da Arte’ (Ed. Lote 42), essa inflexão está ligada ao imaginário criado pelos jogos AAA (ou ‘triple A’), como são conhecidos os games blockbuster –para usar outro estrangeirismo, são os mais mainstream e nos quais, segundo Varella, a “competitividade exacerbada” impera.

“Esses jogos costumam tocar em questões que são parte dessa cultura branca, heterossexual e conservadora. Uma das franquias de maior sucesso desse mercadão é ‘Call of Duty’, que tem uma clara pauta de exaltação militar”, afirma o jornalista. 

Se o conceito de guerra cultural tem como epicentro temas como raça, sexualidade e comportamento, então essa idealização dos games é terreno menos hostil para a direita. “Nos games de maior expressão, existe uma cultura de violência para resolução de problemas que encaixa com uma ideia bolsonarística. E aí clica uma coisa com a outra”, diz Varella.

Porém, esse universo é mais complexo do que o senso comum faz parecer. As mulheres são a maioria dos jogadores casuais: 58,8%, de acordo com pesquisa Game Brasil de 2019. Nesse grupo, joga-se até três vezes por semana, em sessões de até três horas, e a plataforma principal são os smartphones. 

Entretanto, são os consoles e computadores que atraem a preferência dos jogadores ‘harcore’, que representam 30% do total mapeados, uma minoria ruidosa, composta majoritariamente por homens (58,9%). Sob o ponto de vista das produções, começam a ganhar expressão jogos que vão na contramão da hegemonia temática dos AAA.

Longe dos protagonistas machões de franquias como ‘God of War’ ou ‘Red Dead Redemption’, o game independente brasileiro ‘Dandara’, listado como um dos melhores de 2018 pela revista Time, tem como personagem principal uma mulher negra inspirada na esposa de Zumbi dos Palmares. Já o australiano ‘Florence’, eleito o melhor jogo para celular pelo Game Awards (espécie de Oscar do setor), define-se como ‘uma história de amor interativa’.

Mesmo dentro do âmbito dos AAA, ecos feministas se fazem presente. A protagonista da franquia ‘Tomb Raider’, Lara Croft, tem uma representação menos sexualizada na versão de 2018, se comparada com sua versão peituda de 1996.

A violência como solução de problemas, o machismo e a competitividade não são exclusividade dos videogames e têm forte presença nas alas mais comerciais de outras linguagens artísticas –de Hollywood a best-sellers juvenis. A diferença é que, como os jogos eletrônicos já nasceram mais voltados ao mercado, a supremacia dos AAA foi mais natural. “Estamos em um momento de ver o videogame como expressão artística. Não dá para ficar só no ‘Call of Duty’ e achar que é tudo tiro, porrada e bomba”, diz Varella.

Os jogos ainda não se sagraram no Olimpo das artes. Caso chegue esse momento, resta saber se os afagos do conservadorismo permanecerão.

Notícias relacionadas

Fim da escala 6×1 é apoiado por 68% e 22% são contra a mudança

Banco de Edir Macedo recorre a fundos para ‘limpar’ perdas

Atividade turística encolheu 4% em março em relação a fevereiro

Apostas na Mega-Sena 30 anos começam neste domingo

Refinarias da Petrobras operam com mais de 100% de capacidade

Assuntos jogos eletrônicos, vídeo games
Cleber Oliveira 19 de agosto de 2019
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Aplicativos e jogos
Dia a Dia

Governo anuncia classificação indicativa para apps e nova faixa etária

15 de outubro de 2025
leitura literatura
Dia a Dia

Manauara prefere livros e jogos eletrônicos como atividades culturais

4 de março de 2025
UEAUEA-sede
Serviços

Curso de pós em Desenvolvimento de Jogos Eletrônicos na UEA tem inscrições prorrogadas

10 de junho de 2024
Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (Foto: Gustavo Rodrigues/UEA)
Serviços

UEA abre inscrições para o curso de pós-graduação em jogos eletrônicos

29 de maio de 2024

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?