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Dia a Dia

Em 46 dias, militares encontram mais de 2 mil armas em presídios do País

9 de março de 2017 Dia a Dia
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Soldados das Forças Armadas usam detectores de metal para localizar objetos enterrados na área externa do presídio (Foto: Valdo Leão/Secom)
Foram usados equipamentos como detectores de metais (Foto: Valdo Leão/Secom)

BRASÍLIA – Em 46 dias, militares da Marinha, da Aeronáutica e do Exército que integram as equipes autorizadas a vistoriar os presídios brasileiros em busca de itens ilícitos apreenderam mais de 2 mil armas brancas e 271 celulares. Os artefatos foram encontrados em 10 presídios de cinco estados que pediram ao Ministério da Defesa o apoio das Forças Armadas: Amazonas, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul.

As ações da primeira etapa da Operação Varredura ocorreram entre 17 de janeiro e 3 de março, em articulação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com os órgãos de segurança dos governos estaduais. Também foram encontrados acessórios (160) e baterias (29) para celular; tabletes de entorpecentes (18); trouxinhas de drogas (45), recipientes com bebidas alcoólicas (seis), substâncias suspeitas (185) e itens de posse proibida, como dinheiro ou eletrodomésticos (3.038).

Três estabelecimentos prisionais inspecionados foram, recentemente, palco de rebeliões e assassinatos de detentos: a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal; a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, zona rural de Boa Vista; e o Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus.

As outras unidades carcerárias vistoriadas foram a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (AM), Penitenciária Estadual de Parnamirim (RN), Penitenciária Agrícola de Mossoró (RN), Cadeia Pública de Mossoró (RN), Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (MS), Cadeia Pública de Natal (RN) e a Casa de Detenção José Mário Alves da Silva/Urso Branco (RO).

Segundo o Ministério da Defesa, cerca de 4 mil homens da Marinha e do Exército participaram das 10 primeiras operações. Foram usados equipamentos modernos como detectores por raio X e de metais, que foram empregados em grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

(ABr/Agência Brasil)

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Assuntos Compaj
Redação 9 de março de 2017
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