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Saúde

Diagnóstico de síndrome pós Covid-19 é decisivo para salvar crianças

14 de março de 2022 Saúde
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adoção órfãos
Sequelas da Covid podem matar se não tratar com urgência (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)
Por Cláudia Collucci, da Folhapress

SÃO PAULO – “Que linda!” Foi a primeira expressão que o menino Alisson Fontes, 12, disse à médica ao ser extubado, após dez dias internado na UTI do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba (PR), a maior instituição pediátrica do SUS, para tratar de complicações de Covid-19. A equipe toda da terapia intensiva o aplaudiu.

A mãe do menino, Maria Camila Calisto Fontes, 35, conta que, em 17 de janeiro de 2021, ele começou a ter febre e vômito, além de apresentar manchinhas na pele, região abaixo das costelas.

Na UBS mais próxima onde mora, na zona rural em São José dos Pinhais (PR), o menino foi medicado para os sintomas e liberado. As manchinhas foram confundidas com picadas de insetos. Na manhã do dia 22, Alisson vomitou sangue. Na UPA, o diagnóstico foi de gastrite pelo esforço em tossir.

À noite, no mesmo dia, os pais decidiram levar a criança ao hospital, mesmo sem encaminhando prévio da UBS ou UPA – condição necessária de acordo com a regulação do SUS.

Já na chegada ao Pequeno Príncipe, foram constatadas várias alterações nos exames da criança. “A pressão estava alterada, a saturação de oxigênio estava piorando, piorando”, lembra a mãe.

Em seguida, o menino voltou a vomitar sangue vivo. “Quando me falaram: ‘mãe, vamos encaminhar para UTI para investigar melhor. Só que vamos passar uma mangueirinha na boca dele’. Nossa, aquilo foi uma pancada em mim. Aí que eu fui entender que ele ia ser intubado”, lembra, emocionada.

Os exames laboratoriais mostraram que Alisson provavelmente tinha tido Covid em dezembro de 2020, mas foi assintomático e que, naquele momento, apresentava SIM-P (Síndrome Inflamatória Multissistêmica), uma condição grave e rara que afeta crianças adolescentes semanas e até meses após a infecção por Covid.

Na UTI, o menino também teve diagnóstico de miocardite como consequência do pós-Covid. Dos 14 dias de internação hospitalar, ele se lembra pouco, mas a volta para casa está vívida na memória. “Primeiro eu dei um abraço na vó e no vô. Depois corri para abraçar a Liza”, diz ele, em referência à égua de estimação, de cinco anos, sua companheira inseparável.

Vacinado com a primeira dose, o menino segue sendo acompanhado no Pequeno Príncipe. Não apresenta mais nenhuma sequela da doença. Em janeiro último, ele e o resto da família voltaram a ter Covid, mas ele só teve sintomas leves. “Só deu uma arranhadinha na garganta”, diz.

Desde o início da pandemia, o país registrou mais de 1.550 casos da SIMP-P e ao menos 96 óbitos. A taxa de letalidade é alta, de 6%, quatro vezes superior a dos Estados Unidos e a da Europa. A doença se soma aos casos graves de Covid em crianças, que dispararam em janeiro com o avanço da variante ômicron.

No Pequeno Príncipe, foram 23 casos da síndrome e três óbitos. Desde então, foram muitos aprendizados não só em como diagnosticá-la precocemente mas tratá-la corretamente.

“A síndrome inflamatória tem uma mortalidade alta quando o diagnóstico é tardio. Ainda que seja um desafio, os pediatras passaram a ficar mais atentos ao diagnóstico precoce. As manifestações gastrointestinais são bem comuns na SIM-P”, explica Victor Horácio da Costa Souza Júnior, pediatra e infectologista do Pequeno Príncipe.

A eficácia do tratamento também está relacionada ao diagnóstico precoce, segundo ele. “Tanto o uso de corticoide quanto a imunoglobulina [proteínas de importância vital que circulam no sangue] serão mais eficazes no diagnóstico precoce”.

O infectologista Francisco Ivanildo Ribeiro, gerente de qualidade do Sabará Hospital Infantil, diz que os estudos disponíveis sobre os desfechos da SIMP-P ainda estão muito restritos às primeiras ondas da pandemia, mas existe bastante conhecimento acumulado.

Por exemplo, que a combinação de imunoglobulina e corticoide é melhor do que o uso da imunoglobulina sozinha. “Já existe um conhecimento acumulado que permite o escalonamento. Por exemplo, não é para todo mundo que eu vou usar um imunobiológico. Para alguns vou usar bloqueadores de citocinas [outro tipo de tratamento]”, explica.

Para o pediatra e infectologista Renato Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), da mesma forma como ocorreu nos casos graves de Covid em adultos, os médicos também aprenderam a manejar melhor os efeitos da doença nas crianças.

“A gente viu que o uso do corticoide e da anticoagulação no paciente crítico internado faz diferença. A gente demorava para intubar, resistia na ventilação precoce e isso foi superado”, diz ele.

Em relação à SIM-P, o desafio brasileiro, segundo ele, está na redução da alta taxa de mortalidade. Uma revisão sistemática internacional mostrou uma letalidade de 1,9%. “No Brasil, como em tantas outras áreas, ainda há muito espaço para melhorar no diagnóstico e na assistência”.

Um novo estudo publicado neste mês na edição impressa do Journal of Allergy and Clinical Immunology sugere como a síndrome evolui do ponto de vista imunológico e inflamatório e abre caminhos para a criação de testes com potencial de detectar mais rapidamente os seus sinais.

Embora outros estudos já tenham analisado essas respostas, a maioria investigou os pacientes após o início do tratamento e fez comparações com grupos controles saudáveis.

“Para nós, essas comparações com grupos saudáveis não diferenciam a resposta inflamatória básica das características únicas da SIM-P”, diz Mark Gorelik, professor assistente de pediatria da Columbia University, um dos autores do estudo.

No estudo, foram comparados oito pacientes com SIM-P com 14 pacientes que tiveram outras infecções febris e observada a variedade de células imunes e respostas já nas primeiras amostras de sangue coletadas na emergência do hospital.

“Apenas algumas células foram ativadas [na SIM-P], o que sugere que essas células estão direcionando erroneamente o sistema imunológico para atacar os vasos sanguíneos do corpo que foram danificados pelo vírus”, afirma Robert Winchester, professor de medicina, patologia e biologia celular da Columbia. “Essas células são atraídas para os vasos sanguíneos por causa da presença do vírus, mas parecem identificar erroneamente o culpado quando alertam o resto do sistema imunológico”.

Tanto no caso da SIM-P como nos casos graves de Covid os pediatras brasileiros chamam a atenção para a importância crucial da prevenção da doença por meia da vacinação infantil e também pedem mais atenção aos problemas que surgem no pós-Covid.

“A atenção é necessária tanto na vigência da doença como no pós Covid. A manifestação clínica pode ir muito além do que só o quadro respiratório e gastrointestinal inicial. Muitas têm perda de cabelo, cefaleia, insônia, depressão, quadros de neuropatia periférica [formigamento da mão] e complicações cardíacas”, diz Victor Souza Júnior, do Pequeno Príncipe.

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Assuntos Covid-19, Síndrome pós Covid-19
Cleber Oliveira 14 de março de 2022
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