
Do ATUAL
MANAUS- Com enredos diversos, oito escolas de samba do Grupo de Acesso B do carnaval de Manaus abriram os desfiles no Sambódromo, na noite desta quinta-feira (27). O desfile é uma das atividades do Carnaval na Floresta promovido pelo Governo do Amazonas.
A Unidos do Coophasa foi a primeira a desfilar com o enredo “Salve Maria Padilha – A Rainha de Todas as Giras”, exaltando a trajetória de Maria Padilha de rainha póstuma da Espanha a pombagira cultuada no Brasil.
A Legião de Bambas apresentou o enredo “Vasco da Gama – O Gigante Cruzmaltino: Um Grito pela Igualdade e Resistência”, celebrando a luta contra o racismo e a inclusão no esporte.
A Gaviões do Parque Dez homenageou o empresário Edmilson Taveira com o enredo “O Triunfo de um Sonhador: A trajetória de um empreendedor de sucesso”.
A Ipixuna, com o enredo “A Cor do Inconsciente”, abordou o racismo e a luta contra o preconceito no Brasil, com a assinatura do carnavalesco Rodrigo Fernandes Pinto. A escola simbolizou o sofrimento psicológico causado pelo racismo e a luta diária do indivíduo negro para se reafirmar em uma sociedade que constantemente tenta silenciá-lo.
O Império do Mauá desfilou com o enredo “Sangue: Combustível da Vida, Doar para Salvar – A Império Canta Hemoam num Gesto de Amor”, destacando a importância da doação de sangue e homenageando o Hemoam.
A Leões do Barão Açu apresentou o enredo “Cura: O Ritual de Renovação”, celebrando a força transformadora da cura, com um foco em rituais africanos e indígenas. A história começa na África, onde os tambores ecoaram a resistência e a libertação e continuou por um caminho sagrado de rituais indígenas na floresta amazônica, em que pajés transformaram ervas em milagres.
O enredo “Primos da Ilha: Santa Luzia – História e Memória do Povo do Emboca”, produzido por Ivo Neto e sinopse de Jorge Granjeiro, celebrou as raízes e transformações do bairro de Santa Luzia em Manaus. Através do samba, o desfile resgatou a história do bairro, que nasceu como morada de pescadores e seringueiros, e se reinventou ao longo do tempo.
A Balaku Blaku, com o enredo “Mãos que Fazem: Do Divino Toque à Obra dos Gênios”, celebrou a força e resistência da comunidade, exaltando o trabalho e a arte. O enredo de Jackson Sicsú homenageou o trabalho, a arte e a paixão de um povo que nunca deixou de acreditar, mostrando que cada detalhe da história da Balaku Blaku foi erguido pelas mãos daqueles que, com dedicação, transformaram sonhos em realidade.
