
MANAUS – O Asprom Sindical (Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus) divulgou nota de repúdio nesta terça-feira, 18, contra decisão da Seduc (Secretaria de Educação do Amazonas) de estabelecer o dia 21, decretado ponto facultativo pelo governador Wilson Lima, como expediente normal para as escolas que paralisaram suas atividades no período da greve.
Os sindicatos dos trabalhadores em educação acertaram um calendário de reposição de aulas que inclui os sábados, o que foi motivo de protesto por pais de alunos. Agora, a Asprom diz que o expediente no dia 21 é “represália e retaliação dos professores que participaram da greve.
“Tal concessão dada pelo Sr. secretário causou grande estranhamento em todos, visto que os 200 dias letivos devem ser cumpridos tanto pelos professores que participaram da Greve quanto pelos que não aderiram”, diz a nota de repúdio.
Leia a íntegra da nota
NOTA DE REPÚDIO
O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus – ASPROM SINDICAL manisfesta repúdio veemente e descontentamento, que também é da categoria que externou em inúmeras mensagens para nosso sindicato, de suas insatisfações, diante da circular n° 08/2019 – GS/SEDUC, do dia 17/09/2019, que estabelece o dia 21/06/2019, que foi decretado ponto facultativo pelo Governador Wilson Lima, como expediente normal somente para as escolas que paralisaram suas atividades no período da greve.
A categoria entende que a decisão da SEDUC de considerar o dia 21/06/19 como dia de expediente normal demonstra represália e retaliação aos professores que de maneira honrosa, participaram da greve buscando respeito e valorização. Os professores estão se sentido assediados moralmente pelo fato de ter-lhes sido negado o dia de ponto facultativo, enquanto que nas escolas onde os professores não aderiram a Greve estes estarão sendo beneficiados para desfrutar deste dia.
Tal concessão dada pelo Sr. secretário causou grande estranhamento em todos, visto que os 200 dias letivos devem ser cumpridos tanto pelos professores que participaram da Greve quanto pelos que não aderiram
Vale ressaltar que o ASPROM SINDICAL procurou a SEDUC, na manhã deste dia 18/06/2019, para buscar esclarecimentos, porém não encontrou nenhum responsável pela decisão arbitrária que fere o princípio da isonomia da administração pública.
O ASPROM SINDICAL solicita, encarecidamente, que o Secretário de Educação Luiz Castro reveja e reconsidere, em tempo hábil, a decisão tomada.
Manaus, 18 de junho de 2019.
A Diretoria

