
Do ATUAL
MANAUS — O defensor público e ex-vice-governador do Amazonas Carlos Almeida Filho registrou ocorrência policial, no sábado (21), após receber informações de que estava sendo alvo de ameaças relacionadas à atuação da DPE-AM (Defensoria Pública do Estado) no Rio Tarumã-Açu, na zona rural de Manaus. O ATUAL teve acesso ao documento que comprova o registro e confirmou as informações junto ao defensor.
Segundo Almeida Filho, ele foi alertado por moradores da região de que homens estariam circulando em embarcações à procura de um suposto sítio que seria dele. O defensor nega possuir qualquer imóvel no local.
“Recebi comunicação de uma liderança dos flutuantes dizendo que tinham homens andando lá naqueles barcos tentando localizar um sítio que eu teria lá no Tarumã”, afirmou. “Uma pessoa me disse que eles estavam falando que queriam identificar ramais para armar emboscada, porque eu estaria atrapalhando interesses com relação aos flutuantes”, completou.
O registro foi confirmado pelo próprio defensor, que classificou a situação como grave e solicitou a abertura de investigação. “Não achei isso brincadeira. Achei isso sério e mandei fazer a ocorrência e fazer investigação disso, que é o procedimento padrão”, disse.

Coordenador do Grupo de Trabalho dos Flutuantes da DPE-AM, Almeida Filho afirmou que realiza visitas frequentes à região como parte das atividades institucionais. A instituição acompanha, por exemplo, pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica que utilizam flutuantes como moradia. Ele disse que os ramais são pouco habitados e sem cobertura de telefonia, o que, segundo ele, aumenta o risco para servidores em campo.
Diante das ameaças, o defensor informou que passará a solicitar apoio da Casa Militar da DPE-AM para garantir segurança durante as diligências. “Eu sempre vou sem segurança. Só que agora eu vou solicitar para cada visita que eu vá com a Casa Militar. Nós temos um corpo de militares lá. Então, toda vez que eu for, vai policial junto”, afirmou.
Apesar da situação, Almeida Filho disse que não pretende interromper as ações na região. “Eu vou continuar a fazer os trabalhos”, declarou.
A Polícia Civil deve apurar as circunstâncias das ameaças e a possível identificação dos envolvidos.
