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© 2022 Amazonas Atual
Alfredo Lopes

De volta a Kew Gardens

19 de setembro de 2017 Alfredo Lopes
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As estruturas de ferro, com vidro cristalizado (e sem manutenção), mantida numa temperatura de 26ºC, que recriam o habitat amazônico, estão enferrujadas no Museu Real Botânico de Kew Gardens,  em Londres. Neste lugar emblemático, a Casa das Palmeiras, Palm House, uma arquitetura irresistível, onde estão espécies tropicais de todo o planeta, com ênfase na biodiversidade amazônica, os ‘melhoristas’, técnicos em propagação de espécies, aprimoraram as sementes de seringueira do Amazonas antes de mandá-las para os domínios tropicais britânicos, no início do Século XX.

Eles homenagearam essa espécie, a Hevea Brasiliensis, com um Museu da Seringueira, porque devem a ela, por três décadas, o acréscimo de 60% no PIB britânico. A Árvore da Fortuna, fama ocupada hoje pelo açaí, daqui a pouco o buriti, na bioindústria dos bons negócios, não tem homenagem alguma entre nós. Este foi o primeiro caso de bioeconomia com rentabilidade rápida e avassaladora.

O mundo já demandava borracha e ela só existia na Amazônia. Hoje, São Paulo, com suporte do IAC – Instituto Agronômico de Campinas e da Embrapa Instrumentação de São Carlos, se tornou o maior produtor nacional, tem pretensões globais, e agrega pesquisa e desenvolvimento, com o instrumental de nanobiotecnologia, para recompor as folias do látex – com uma visão de futuro – de que não podemos novamente abstrair.

Somente esta façanha britânica, de aperfeiçoar uma espécie tão promissora, tão benéfica ao Reino Unido, fez de Kew Gardens o museu botânico mais glamuroso da Terra: um patrimônio da humanidade, título da Unesco, que os demais museus amariam receber. Hoje, Kew é referência turística. É preciso pagar 15 libras para cada dos visitantes que querem conhecer a paisagem urbanística, a flora de todo o planeta, que os ingleses coletaram e coletam ainda para exibir a beleza, o mistério e a sedução tropical.

As orquídeas do Rio Negro, de onde emanam 70% das espécies existentes, são a vedete do Museu. Ou seja, além da inversão bem sucedida na rentabilidade dos bio negócios, os ingleses fizeram da flora tropical a vitrine de negócios bem sucedidos de lazer e da emoção que reaproxima o homem e a natureza esquecida.

O imediatismo do mercado e as doenças no terreno temerário de uma agricultura sob suspeita deixaram o projeto britânico tropical em stand by.  Não há recurso público para bancar a coleta e manutenção de acervo, o que nos remete a considerar nos finalmente o fim da metodologia das coleções das espécies. O Kew Gardens está, desse ponto de vista, quebrado. Como está o INPA e o Museu Emílio Goeldi, referências amazônicas desse inventário descolado do mercado. Segundo o cientista Adrian Pohlit, autoridade amazônica nesse ‘enxerimento’ empreendedor, que junta bioprospecção e mercado, a era das grandes coleções talvez estejam chegando ao fim. Temos informações similares a respeito das coleções de fungos comestíveis no Japão.

Ninguém quer pagar a conta para manter banco de germopasma que não estejam demandados pelo mercado. A absoluta maioria dos seres humanos se mantém com 40 espécies vegetais. Seria este o ponto explicativo de tantas doenças? Arroz, trigo, soja e milho são base de alimentação e vetores de desestruturação da saúde humana pelo processo de produção escolhido.

Qual é o desafio amazônico diante de um mundo que já percebeu os equívocos de uma alimentação perigosa. Como produzir proteína, vitamina, nutrientes alternativos, fitoterápicos eficientes para reequilibrar corpo e mente desestruturados pela ansiedade dos negócios inconsequentes? O que significa responder as demandas de alimentação natural, integral, vegana que radicaliza na proposição de novos métodos de nutrição?

Pesquisa e desenvolvimento, ou seja, olhar para o que temos, fizemos ou deixamos de fazer por desconexão com o mundo ao redor. As coleções de espécies, de potencialidade e de esperança de que tudo pode ser melhor e será, é um jeito inteligente de tudo recomeçar. De quebra, surge um palpite: por que não recriar o Museu Botânico do Amazonas, no âmbito do Museu da Amazônia, que a Princesa Isabel e o Conde D’Eu sonharam, ao contratar o botânico João Barbosa Rodrigues, nos estertores da monarquia?


Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Alfredo Lopes, Museu da Amazônia
Redação 19 de setembro de 2017
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