
Do ATUAL
MANAUS – A queda de parte do teto que afetou a torre do sino gerou a interdição da Igreja de São Sebastião no Centro histórico de Manaus, que está em reforma. Devido à complexidade da estrutura, será necessário nova obra para reforçar a torre. A Arquidiocese de Manaus está elaborando um projeto para ser apresentado à sociedade amazonense e lançará campanha para arrecadar recursos.
“É uma quantia bastante elevada. Já fizemos os laudos. Agora teremos que fazer essa ação buscando, assim, meios para podermos terminar a parte da São Sebastião que será também uma parte de restauro”, diz o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner.
Ele não citou valores, mas disse que o restauro é urgente. “Por isso foi necessário interditar (a São Sebastião). Às vezes, as pessoas, os irmãos e as irmãs, não entendem a necessidade de interdição. Mas é para a segurança de todos nós. É claro que existem ainda várias questões para serem encaminhadas, mas a São Sebastião, infelizmente, tivemos que interditar. As pessoas devem ser cuidadas e preservadas”, ponderou Steiner.
Em outras duas igrejas, a Catedral Nossa Senhora da Conceição (Matriz) e Nossa Senhora dos Remédios, as obras de reforma estão em fase final. A arquidiocese mantém missas regulares em ambas, pois os reparos não representam riscos aos fiéis.
“A Catedral e a Nossa Senhora dos Remédios caminham para um final. Mesmo porque o contrato das empresas que assumiram a reforma também deve terminar e eles têm a obrigação de entregar a obra. Na Igreja de São Sebastião, infelizmente, tivemos uma dificuldade muito maior”, disse Steiner.
Investimento
Em janeiro, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) informou que o investimento em proteção de sítios arqueológicos no Amazonas e em reformas de igrejas católicas era de R$ 9 milhões.
A maior parte, R$ 7, 9 milhões, é de emenda de bancada dos senadores e deputados federais do estado.
Ainda segundo o Iphan, a Matriz recebeu a maior parte dos recursos R$ 4,2 milhões, seguida da paróquia de Nossa Senhora dos Remédios com R$ 1,9 milhão, e, depois, a Igreja de São Sebastião com R$ 1,8 milhão.
“As igrejas representam a identidade e arquitetura de uma época e são pontos não só de fé, mas também de turismo. A sensibilidade da bancada em atender a um pedido da arquidiocese beneficia não só o patrimônio, mas também o turismo e a comunidade católica”, diz Beatriz Calheiros, superintendente do Iphan no Amazonas.
A Igreja de São Sebastião faz parte do conjunto arquitetônico do Centro Cultural Largo de São Sebastião, que inclui o Teatro Amazonas e o Monumento à Abertura dos Portos. É um dos pontos turísticos mais procurados da capital amazonense.
