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Esporte

Copa de 2018 pode ter premiação recorde; Fifa define na sexta-feira

25 de outubro de 2017 Esporte
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Em 2014, a Alemanha recebeu da Fifa US$ 35 milhões, cerca de R$ 113,6 milhões pela cotação atual (Foto: FIFA/Getty Images)

Do Estadão Conteúdo

ZURIQUE – A Copa do Mundo da Rússia, em 2018, poderá ter o maior pagamento de prêmios da história dos Mundiais. Em reunião marcada para acontecer nesta sexta-feira, os dirigentes da Fifa baterão o martelo sobre os novos valores que serão distribuídos aos participantes do torneio no ano que vem.

Em 2014, a Fifa deu US$ 35 milhões (cerca de R$ 113,6 milhões pela cotação atual) ao vencedor, depois de uma Copa do Mundo no Brasil que bateu todos os recordes de renda para a entidade. As 31 seleções restantes ainda dividiram um pacote de US$ 323 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão).

Agora, a expectativa é de que o total aumente em cerca de US$ 40 milhões (R$ 129 milhões) e que o total de prêmios quebra a marca de US$ 400 milhões (R$ 1,29 bilhão). Se confirmado, o aumento seria de 12% em comparação ao Mundial no Brasil.

Ao longo dos anos, a explosão de renda do evento também representou um importante salto no que a Fifa destina às seleções. Em 2002, por exemplo, o Brasil ganhou por seu penta ‘apenas’ US$ 8 milhões (R$ 25,9 milhões). Hoje, esse é o valor que se paga para aquele que participa somente dos três primeiros jogos do Mundial, na fase de grupos.

Em 2006, o valor do prêmio ao campeão havia mais que dobrado para US$ 20 milhões (R$ 64,9 milhões). Em 2010, já chegava a US$ 30 milhões (R$ 97,3 milhões).

Fatma Samoura, secretária-geral da Fifa, confirmou à reportagem do Estado que os novos números serão apresentados nesta sexta-feira. Membros da Conmebol têm a expectativa de que os valores serão superiores aos de 2014.

Mas a realidade é que as contas da entidade máxima do futebol só agora começam a sair de uma zona sombria, depois de dois anos de problemas com gastos com advogados e a dificuldade em se encontrar patrocinadores que quisessem ter suas marcas associadas à entidade.

Num informe financeiro publicado em maio, a entidade indicou que sua renda passou de US$ 5,4 bilhões (R$ 17,5 bilhões) entre 2011 e 2014 para uma projeção de US$ 5,6 bilhões (R$ 18,1 bilhões) entre 2015 e 2018.

Mas, se no ciclo anterior o lucro beirou a marca de US$ 500 milhões, a nova projeção aponta para uma queda desse lucro para apenas US$ 100 milhões (R$ 324,6 milhões) até o final de 2018.

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Assuntos Alemanha, brasil, Fifa, Rússia
Redação 25 de outubro de 2017
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