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Economia

Compensação para reduzir impacto da greve fragiliza setores, dizem analistas

1 de junho de 2018 Economia
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Fim da desoneração da folha de pagamento aumenta os custos de produção e torna as empresas menos competitivas no exterior, diz José Augusto Dias, presidente da AEB (Foto: Wilson Dias/ABr)

Do Estadão Conteúdo

Na avaliação de especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, as medidas do governo para minimizar o impacto negativo nas contas públicas do subsídio ao diesel devem causar problemas a outros setores e fragilizar a exportação de manufaturados.

“Se o governo tira de um lado para colocar em outro, não há como garantir que haverá um reequilíbrio. Eles têm de rezar para dar certo, mas é o tipo de coisa que se faz quando não há opção e só resta torcer para que haja compensação na arrecadação”, diz o especialista em contas públicas Raul Velloso.

Ele avalia que os benefícios concedidos aos caminhoneiros não vão ser suficientes para reverter o que foi feito no governo anterior. “É uma esmola. Houve investimento exagerado na compra de caminhões, pouco antes da recessão, que deixou os motoristas em dificuldades. Quando o governo age mal, obriga o setor privado a tomar decisões anormais. O que o Planalto precisa fazer é gerar condições para acelerar a recuperação da economia.”

Já o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, teme que as mudanças nos benefícios a exportadores prejudiquem o comércio de manufaturados brasileiros. “Essa decisão do governo faz com que o Brasil se afaste mais das cadeias globais. O governo deixou claro que a exportação de manufaturados não é uma prioridade.”

Ele lembra que o fim da desoneração da folha de pagamento de alguns setores aumenta os custos de produção e torna as empresas menos competitivas no exterior.

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Assuntos compensação, economia, Especialistas, governo
Redação 1 de junho de 2018
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