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© 2022 Amazonas Atual
Augusto Barreto Rocha

Como poderia ser o desenvolvimento do Amazonas?

21 de março de 2022 Augusto Barreto Rocha
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Pergunta ambiciosa para um espaço pequeno, então refletirei sobre as propostas que permeiam as conversas cotidianas.

Para alguns, seria não fazer nada – e com isso “conservar” a condição atual, tão pouco interessante para a maior parte dos que por aqui vivem. Ou seja, aqueles que estão bem, continuarão fazendo uso de seus recursos (como sempre). Os que não estão, continuam do mesmo jeito (como sempre). Assim, temos as grandes reservas, onde nada se faz, guardando para o futuro. Em paralelo, grandes usos, onde tudo se faz, locupletando-se no presente, para deleite de poucos, preferencialmente estrangeiros.

Para outros, seria extrair com (ou sem) responsabilidade, seus recursos, transferindo para o mundo desenvolvido as suas riquezas. Assim, fica na redoma a diversidade (no caso responsável), para que os soberanos de além-mar se apropriem das oportunidades e da multiplicação de valor, conforme a oportunidade for surgindo.

Para alguns, é colocar por aqui uma indústria sem vocação com a biodiversidade local, mas que gera algum emprego e muito imposto, mas sem transformar a realidade de maneira maiúscula, mantendo os centros de poder e de remuneração elevada distantes, com ameaças mútuas e constantes (tanto do governo, quanto das empresas), podendo sumir a qualquer momento, ao sabor dos incentivos fiscais ou interesses globais.

Outros ainda acreditam que desenvolver a Amazônia é distribuir benesses, bolsas e migalhas, para “manter o povo no interior”, fazendo nada ou quase nada de valor, podendo realizar “extrações” da natureza para a sua subsistência e vendendo algo para os centros urbanos, condenando-os a uma vida simples e, tipicamente, miserável.

Há outros que defendem que aqui não pode ter indústrias e que devemos ser ainda mais extrativos e próximos da natureza, sem tecnologia, sem ciência e que devemos voltar para o mercúrio e para a bateia, invadindo áreas indígenas e a floresta, atrás das riquezas enterradas na Amazônia Profunda, transferindo isso para países ricos – não precisa dizer a que preço e para qual propósito – é só lembrar de Serra Pelada, muito bem documentada pelo fotógrafo Sebastião Salgado.

Não acredito em nenhum destes caminhos, mas giramos em círculo neles. Afinal, ficamos vivendo eternamente na transição da pobreza para a pobreza. Com isso, temos lutado apenas para manter uma indústria, como se isso fosse o ápice de nossa economia e não uma transição para um futuro melhor.

Ano eleitoral é um bom momento para as lideranças construírem um discurso e ações que levem para a transcendência destes métodos de criação de dependências. Precisamos urgentemente encontrar a linha que transformará estas alternativas, onde selecionamos dentre possibilidades que não nos interessam. Qual o projeto para a região, onde as pessoas daqui que constroem as vocações?

Quais os líderes locais que se habilitam a prescrever algo que não seja nem destrutivo, nem apenas extrativista, nem estranho e deslocado da realidade local, ou que primeiro promete apoio e depois ameaça ou destrói, silenciosamente, pelo Diário Oficial?

Quando faremos desenvolvimento responsável, com tecnologias locais, por pessoas que escolhem viver aqui, para empoderamento local? Precisamos montar uma frente ruidosa que ouse pensar algo diferente para o Amazonas, sob pena de uma eterna escravização disfarçada de desenvolvimento enganador, que favorece as elites de sempre e apenas suga as riquezas e as almas. Quem se habilita?


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Amazonas, desenvolvimento sustentável, Zona Franca de Manaus
Cleber Oliveira 21 de março de 2022
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1 Comment
  • Renato Vangelino Júnior disse:
    22 de março de 2022 às 19:10

    Ate que enfim um texto inteligente, reflexivo, sobre o estado inabalável da zona de conforto do povo amazonense, que sempre se contentou com sobras, pois da menos TRABALHO do que ter que cozinhar.

    Responder

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