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Dia a Dia.

Com protestos, sindicatos esperam pressionar contra reformas

15 de março de 2017 Dia a Dia.
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Manifestantes (Foto: Marcelo Camargo/ABr)
Em Brasília, trabalhadores rurais invadiram sede do Ministério da Fazenda (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Da Redação

MANAUS – No Dia Nacional de Lutas e Paralisações, nesta quarta-feira, 15, servidores públicos estaduais e federais protestaram, em Manaus, contra os projetos de reformas trabalhista e da previdência. Em atos independentes, professores ocuparam trecho da Avenida Brasil em frente à sede do Governo do Amazonas, na Compensa, zona oeste da capital, para exigir reajuste salarial. O Centro, servidores federais usaram carro de som para informar que as reformas propostas pelo governo Temer retiram direitos dos trabalhadores.

Outra manifestação ocorreu em frente à Susam (Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas). Um grupo de 50 servidores também pediu reposição e aumento salarial, progressão de carreira e pagamento de benefícios como ticket alimentação.

Na praça do Congresso, no Centro, líderes do Sindsep-AM (Sindicato dos Servidores Públicos Federais) protestou contra a reforma da previdência e a trabalhista. “São reformas que atacam os direitos dos trabalhadores. A reforma da previdência, além de atacar os trabalhadores atuais, ataca também futuras gerações. Um ataque brutal”, disse o secretário geral do Sindsep, Walter Matos.

Walter diz que não acredita que o Congresso Nacional irá barrar as reformas. “Eu não acredito no Congresso. Eu acredito que só com o povo na rua é possível brecar essa reforma da previdência. Temos que mobilizar a sociedade que deve ser conscientizada sobre o que significam para a vida dos brasileiros as reformas propostas pelo governo”, disse.

O presidente da UGT (União Geral do Trabalhadores do Amazonas), Antônio Mardônio Pereira, disse que as manifestações pretendem alertar e mobilizar a sociedade. “A questão da reforma da previdência é que o governo quer colocar uma idade mínima de 65 anos e um tempo de contribuição mínima de 25 anos. Isso é um absurdo. Na conjuntura atual, existe muita rotatividade e informalidade. É difícil um trabalhador passar 25 anos numa mesma empresa. Isso é prejudicial demais e se aposentar integralmente com 49 anos de contribuição. Ou seja, você precisa começar a trabalhar aos 16 anos”, disse.

Mardônio disse que profissões como a dos médicos são prejudicadas com as novas regras. “Um médico termina de se formar na faculdade e vai trabalhar com 28 anos. Também prejudica as mulheres que, pelas regras, vão se igualar aos homens no tempo de trabalho. Atualmente, elas contribuem por 30 anos e irão se aposentar com o mesmo tempo dos homens. Prejudica também os trabalhadores que exercem atividades insalubres. Prejudica os professores, que tem direito a aposentadoria especial. É uma reforma muito ruim para os trabalhadores” disse.

Antônio citou que a reforma trabalhista, segundo as novas regras, também é prejudicial. “É a questão do negociado sobre o legislado. Questão de 12 horas diárias de serviço, mínimo de 30 minutos para o almoço. Então são uma série de coisas que devemos protestar”, disse.

Conforme o sindicalista, à medida em que forem realizadas as mobilizações a sociedade vai aderir porque vai se tornar mais consciente sobre as regras. “Até a votação que ocorre na primeira quinzena de maio, a população será alertada. Pelas redes sociais, já vemos a população insatisfeita com essas reformas. Acreditamos que as manifestações podem provocar uma mudança na cabeça dos legisladores. Eles foram eleitos pelo povo. Ano que vem tem eleições e eles tem que entender que essas reformas são medidas impopulares e prejudiciais aos trabalhadores. Queremos sensibilizar a nossa bancada do Amazonas a se posicionar contrária, apesar de alguns já terem se manifestado a favor”, disse Mardônio.

Invasão

Em Brasília, integrantes de movimentos rurais invadiram o Ministério da Fazenda. Eles protestam contra a reforma da Previdência, que está sendo analisada pela Câmara dos Deputados. Os invasores quebraram vidraças do prédio do ministério. Segundo a Polícia Militar, foram cerca de 500 manifestantes, alguns acompanhados de crianças, mas, para o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, os protestos reuniram 1,5 mil pessoas.

Em São Paulo, algumas linhas do metrô não funcionaram nas primeiras horas da manhã, mas o serviço foi normalizado por volta das 9h.

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Assuntos reforma da previdência, Sindsep-AM, Susam, UGT
Cleber Oliveira 15 de março de 2017
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