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© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Com mais 16 casos, AM registra 138 pessoas que contraíram varíola

4 de outubro de 2022 Dia a Dia
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Casos de varíola dos macacos diminuíram, mas risco de contágio é permanente (Foto: GCM Sesc/Divulgação)
Novos casos foram confirmados nesta terça-feira (Foto: GCM Sesc/Divulgação)
Por Felipe Campinas, da Redação

MANAUS – Com 16 novos casos confirmados nesta terça-feira (4), subiu para 138 o número de pessoas que foram diagnosticadas com a Monkeypox, doença mais conhecida como varíola dos macacos, no Amazonas, segundo a FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas). Até o momento, foram 134 homens e quatro mulheres infectadas.

Os novos casos são homens, com idade entre 19 e 44 anos, moradores de Manaus. Eles começaram a sentir os sintomas entre 12 e 25 de setembro, sendo os principais a febre, cefaleia (dor de cabeça), erupção cutânea (bolhas na pele), tosse, fraqueza, edema peniano (inchaço no pênis) e linfadenopatia localizada (inchaço no pescoço).

De acordo com a FVS, com atualização desta terça-feira, o Amazonas passa a ter 138 casos confirmados de Monkeypox, 156 casos descartados e 55 casos suspeitos estão aguardando o resultado de exames. Dois casos encontram-se hospitalizados, sendo um caso positivo e um caso suspeito, devido às dores nas lesões.

O médico infectologista Nelson Barbosa explica que a transmissão pode ocorrer por via respiratória, mas pelo contato íntimo é mais efetiva. “Por isso que o Ministério da Saúde alerta para o cuidado na relação sexual, que é muito íntimo e prolongado. Então, há risco de transmissão também na relação sexual”, disse o médico.

Barbosa, no entanto, lembra que a doença não é sexualmente transmissível. “Não que ela seja uma infecção sexualmente transmissível, mas é que aquelas vesículas podem estar presentes na área do sexo, como pênis, vagina… E, com o contato [íntimo], você adquire a varíola dos macacos”, afirmou o profissional da saúde.

Questionado se a transmissão ocorre através do beijo, Barbosa afirma: “No beijo, você fica perto da pessoa. Não que o beijo em si transmita. Só se a pessoa tiver alguma lesão – pode ter lesão nos lábios, pele labial, aí o contato vai fazer com que a pessoa adquira. Mas não foi o beijo o veículo [de transmissão] em si”.

De acordo com o médico, o vírus demora de cinco a 21 dias, em média 10 dias, para se manifestar. “Alguém que teve contato com uma pessoa suspeita pode apresentar os sinais e sintomas de cinco a 21 dias, mas a média é de 10 dias. E quanto tempo a pessoa fica transmitindo? De duas a quatro semanas”, disse Barbosa.

O médico alerta para os sintomas. “Às vezes, a pessoa começa a desenvolver. Em vez de desenvolver linfonodos [inchaços] na região cervical, que é o mais frequente, ela pode desenvolver linfonodos na região inguinal [próximo à virilha] e na região maxilar, que muitas vezes a pessoa não vai ligar para essa doença”, afirmou Barbosa.

Evitar o contato íntimo ou parcerias sexuais desconhecidas é uma das recomendações da FVS para se prevenir da doença, assim como evitar beijar, abraçar, ou fazer sexo com alguém com Monkeypox. No caso de sintomas da doença, deve-se avisar as pessoas com quem se teve relação sexual nos últimos 21 dias.

A FVS também orienta que as pessoas diagnosticadas com Monkeypox devem utilizar máscara e roupas cobrindo as lesões; higienizar as mãos frequentemente; não compartilhar alimentos, objetos de uso pessoal, talheres, roupas ou roupas de cama; e buscar um serviço de saúde nos casos de aparecimento de lesões (bolhas) ou feridas.

O atendimento inicial deve ser realizado, preferencialmente, nas unidades básicas de saúde da atenção primária, indicando-se internação hospitalar para os casos que apresentem sinais de gravidade. Os sinais e sintomas incluem dor de cabeça, febre, calafrios, dor de garganta, malestar, fadiga, lesões maculopapulares na pele e linfadenopatia.

Veja as orientações da FVS clicando aqui.

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Assuntos casos confirmados, FVS-AM, Monkeypox, varíola dos macacos
Felipe Campinas 4 de outubro de 2022
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