O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Coiab contesta números de mortes de indígenas por Covid-19 no Amazonas

22 de agosto de 2020 Dia a Dia
Compartilhar
indígenas covid
Alta médica de indígenas no Hospital de Campanha Municipal de Manaus (Foto: Nathalie Brasil/Semcom)
Por Iolanda Ventura da Redação

MANAUS – Números de casos e mortes de indígenas por Covid-19 no Amazonas disponibilizados pelo Ministério da Saúde e divulgados pela FVS (Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas) divergem dos contabilizados pela Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira).

O último boletim da Coiab, divulgado na terça-feira, 18, no site da entidade, registrou no Estado 4.323 casos confirmados e 188 óbitos de indígenas desde o início da pandemia.  A entidade usa como fontes boletins informativos, notas de falecimento da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), informações de lideranças, profissionais de saúde indígena e organizações da rede Coiab.

Indígenas com covid-19

O boletim deste mesmo dia da FVS, que traz os dados da Sesai, do Ministério da Saúde, apontava no Amazonas 3.676 casos e 70 óbitos pela doença nos sete DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas).

fvs indigenas com covid

De acordo com o boletim da Coiab, 125 povos da Amazônia Brasileira foram atingidos pela Covid-19. Destes, 35 estão no Amazonas. Quanto às 188 mortes de indígenas no estado, 25 povos sofreram alguma perda.

Indígenas com covid-19

Samela Sateré Mawé, 23, integrante da Associação de Mulheres Indígenas Sateré-Mawé, afirma que é importante acompanhar os levantamentos da Covid-19 além dos apresentados pelos órgãos de saúde oficiais.

“Tem notificação da Sesai e também tem que ver os dados da Coiab. Só pelos dados da Coiab que sempre traz esses boletins informados. No Amazonas já são 188 mortos por Covid-19 e na Amazônia são 579. Então, esses dados sempre têm quer ser revistos, atualizados e comparados com esses órgãos que fazem esse levantamento”, diz.

Samela Sateré-Mawé critica a forma de contagem dos casos pelo Ministério da Saúde.

“O Ministério da Saúde contabiliza apenas casos de indígenas aldeados. E os indígenas em contexto urbano eles não são atendidos, nem notificados e nem contabilizados. É como se a gente saísse da terra indígena a gente deixasse de ser indígena. O que não é verdade, porque a nossa identidade continua sendo a mesma”, afirma.

Vanderlecia Ortega dos Santos, 33, da etnia Witoto, mora no Parque das Tribos, comunidade indígena na região pariurbana de Manaus. Ela afirma que não há suporte dos DSEIs. “As nossas comunidades em Manaus não são atendidas pelos DSEIs. Então, a gente não tem esse apoio do DSEI”, critica.

Impacto das mortes
indígenas manaus
Mortes dos anciãos significam perda cultural para os povos indígenas (Foto: Semcom/Divulgação)

Além dos registros numéricos, há o que as mortes simbolizam dentro das comunidades indígenas. Para Samela, os falecimentos, sobretudo dos anciãos, significam um perda enorme para a cultura dos povos.

“A morte desses anciãos retrata uma perda muito grande, principalmente para nós jovens que estamos tentando manter a nossa cultura viva, conhecer mais da nossa ancestralidade, conhecer mais do nosso povo. Um idoso que morre é como um livro que se fecha e não se abre mais, porque mesmo que ele tenha vivido por tanto tempo ele não contou todas as histórias que tinha para contar”, relata.

Para Samela, a morte de um ancião também significa que parte do legado cultural está morrendo. “Então é uma grande perda, principalmente para nós jovens. É como se a nossa cultura fosse morrendo a cada dia”, lamenta.

Vanderlecia Ortega afirma que um integrante do povo que morre já representa um grande impacto, pois as comunidades são muito reduzidas no Brasil.

“Os povos indígenas são 0,5% da população brasileira, que corresponde a quase 1 milhão de pessoas. A morte de um indígena impacta a estrutura dessa sociedade. Por exemplo, o meu povo Witoto aqui no Brasil são 100 famílias. Um Witoto que morre desestrutura toda essa comunidade, porque a nossa comunidade é bem pequena”, afirma.

“As mortes que têm ocorrido elas têm sido dos nossos mais velhos, dos nossos detentores dos conhecimentos, detentores das nossas línguas”, lamenta.

A crise sanitária provocada pela pandemia também expõe outros problemas históricos que os povos indígenas enfrentam.

“O impacto das mortes de indígenas por Covid-19 afeta à toda comunidade, à toda população. Principalmente porque nós já somos invizibilizados há mais de 520 anos desde a invasão. As pessoas negam a nossa identidade, a nossa cultura, o nosso direito de ir e vir, o nosso direito das nossas terras, o que é previsto em Constituição no Artigo 231”, comenta Samela.

Falta de informação

A representante indígena afirma que a atuação do Ministério da Saúde ainda deixa muito a desejar, porque falta itens básicos, como alimentação, materiais de higiene, mas sobretudo, informação.

“Nós sabemos que são mais de 270 línguas no país. Mas as informações são passadas, e quando chegam, ainda são passadas somente em português. Passam os comerciais tudo em português, informativos que vão para os Distritos Sanitários de Saúde tudo em português. Mas a gente tem que levar em consideração que muitos povos não falam em português. Não é a nossa obrigação saber o português, o português não é a nossa primeira língua”, critica.

Para resolver o problema, Samela explica que a Associação pretende levar materiais informativos na língua materna.

“Um dos projetos que nós estamos fazendo é esse. Nós vamos levar cartilhas informativas na língua Sateré Mawé, além do vídeo informativo na língua Sateré Mawé, para que o nosso povo possa se informar mais esse novo vírus e se proteger da maneira correta”, afirma.

Notícias relacionadas

Pilotando motocicleta, entregadora morre ao colidir com picape em Manaus

TJAM julga no dia 27 de maio réus pela morte de Débora Alves

TCE recua de ampliar poderes, mas propõe recondução ilimitada do presidente

TRT-11 determina circulação de 80% da frota de ônibus durante greve

Secretário pede mais investimento para ampliar combate ao crime no AM

Assuntos Coiab, Covid-19, manchete, Ministério da Saúde, povos indígenas
Redação 22 de agosto de 2020
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Contas do governador Wilson Lima no TCE
Política

TCE recua de ampliar poderes, mas propõe recondução ilimitada do presidente

21 de maio de 2026
Orla de Autazes: Potássio do Brasil vai construir porto para escoar minério (Foto: Potássio do Brasil/Divulgação)
Economia

MPF alega invalidade de licença do Ipaam e pede suspensão do Projeto Potássio no AM

21 de maio de 2026
Suspeitos de integrar quadrilhas de agiotas chegando à delegacia: ação violenta contras as vítimas (Imagem: WhatsApp/Reprodução)
Dia a Dia

Agiotas tomavam imóveis, atiravam em vítimas e usavam cárcere privado

20 de maio de 2026
Política

Pesquisa Action mostra Omar à frente e 3 empatados tecnicamente no 2º lugar

20 de maio de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?