Da Redação
MANAUS – A polêmica e histórica votação da Reforma Trabalhista, uma prioridade do Governo Temer, cuja a sessão durou mais de 14 horas e terminou nesta madrugada, recebeu cinco votos favoráveis da bancada do Amazonas. Os deputados federais do Amazonas que foram a favor do rompimento com as garantias da CLT para o trabalhador são: Arthur Bisneto (PSDB), Alfredo Nascimento (PR), Átila Lins (PSD), Pauderney Avelino (DEM) e Silas Câmara (PRB).
Apenas três deputados do Amazonas votaram contra a proposta que fragiliza os direitos trabalhistas garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho): Conceição Sampaio (PP), Hissa Abrahão (PDT) e Sabino Castelo Branco (PTB). A imprensa nacional noticia nesta manhã que o Planalto iniciou planejamento de cortes de cargos de deputados que não foram favoráveis a proposta do Governo. A proposta, que ainda será votada no Senado, recebeu 296 votos a favor e 177 contra.
Durante a defesa de seu voto, o deputado Silas Câmara, que já havia se posicionado a favor da proposta na votação da comissão especial que permitiu o seguimento do texto para o plenário da Câmara dos Deputados, afirmou que a mudança vai gerar empregos. Para Silas, afirmar que a negociação individual de direitos dos trabalhadores é pior que a negociação coletiva é subestimar a capacidade e inteligência do trabalhador brasileiro.
Uma das polêmicas da proposta é que, a partir do momento em que a lei entrar em vigor, as negociações diretas entre empregado e empregador se sobrepõem às garantias da CLT, impedindo a Justiça do Trabalho de intervir em defesa do trabalhador.
A oposição e entidades representativas de trabalhadores apontaram que individualmente a negociação sempre fragiliza o trabalhador que diante da ameaça de perder o emprego dificilmente se opõe ao que propõe o empregador. Outras mudanças polêmicas nas condições trabalho o Brasil são: jornada de trabalho de até 12 horas, horário de almoço poderá ser reduzido para 30 minutos, gestantes e quem está amamentando poderão ser submetidas a trabalho em ambientes insalubres, desde que autorizadas por “atestado médico”.
Veja como votou cada um dos deputados do Amazonas:


