
Do ATUAL
MANAUS – O Cesmam (Centro de Saúde Mental do Amazonas), na zona oeste de Manaus, funcionará como hospital. A mudança ocorre com a ampliação das instalações, entregues nesta quinta-feira (29). O investimento foi de R$ 13,5 milhões e o número de leitos de internação aumentou de 16 para 36, alta de 125%.
A ampliação incluiu duas novas enfermarias, área administrativa exclusiva, farmácia, laboratório, sala de terapia ocupacional, solarium, cozinha e refeitório. O Cesman é portal de entrada para casos de urgência e emergência em saúde mental, mas funcionará como hospital de retaguarda com internações por períodos mais longos.
“A estrutura conta com equipe multidisciplinar para oferecer não só o atendimento de urgência e emergência em saúde mental, mas também a internação por curto período e os encaminhamentos necessários para que os pacientes possam dar continuidade ao tratamento”, disse o governador Wilson Lima na solenidade de entrega da obra.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o Cesmam mantém o fluxo de pronto atendimento, com classificação de risco e observação inicial de até 24 horas. Após avaliação, o paciente pode receber alta ou ser internado por até 15 ou 20 dias, conforme a necessidade clínica. Com a nova estrutura, os leitos de observação passaram de três para 13, enquanto os de internação subiram de 10 para 20.
Inaugurado em agosto de 2022, o Cesmam substituiu o antigo CPER (Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro) e integra a RAPS (Rede de Atenção Psicossocial), modelo que prioriza internações breves e o acompanhamento ambulatorial. Após a alta hospitalar, os pacientes são encaminhados para acompanhamento na Atenção Básica e nos Caps (Centros de Atenção Psicossocial).
Em Manaus, o governo do Estado mantém o Caps Silvério Tundis e também oferece atendimento ambulatorial em policlínicas, além de consultas em psicologia e psiquiatria por meio do programa Saúde AM Digital. A rede estadual conta ainda com o Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Aziz, onde a internação pode chegar a até 90 dias, de forma voluntária e conforme plano terapêutico.
A reforma e ampliação foram financiadas com recursos do Estado pelo Fideam (Fundo de Infraestrutura e Desenvolvimento do Estado do Amazonas).
