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Economia

Centrais sindicais farão pressão em Brasília contra reformas

5 de maio de 2017 Economia
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Servidor público (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Protesto de servidores do Judiciário em Brasília. Centrais farão pressão no Congresso (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

SÃO PAULO – As nove centrais sindicais que organizaram a greve geral do dia 28 de abril decidiram, nessa quinta-feira, 4, que vão preparar uma grande marcha de trabalhadores a Brasília, entre os dias 15 e 19 deste mês, para realizar protestos e tentar impedir a votação das reformas trabalhista e da Previdência. Ainda não está definido como os trabalhadores serão levados ao Distrito Federal.

Antes disso, de terça, 9, a sexta-feira, 12, da próxima semana, lideranças sindicais de todo o País estarão em Brasília para visitar cada deputado e senador e tentar convencê-los a votar contra as duas propostas de reforma. “Será a maior marcha a Brasília da classe trabalhadora, vamos ocupar Brasília”, avisa o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Se essas ações não forem suficientes para reverter essas reformas nefastas, vamos decidir a data para uma nova greve geral, maior que a primeira”.

O encontro ocorreu na sede da CUT em São Paulo e teve a participação de dirigentes do CSB, CTB), CGTB, CSP-Conlutas, Força Sindical, Intersindical, NCST e UGT.

Ação na Justiça

No mesmo encontro, as centrais decidiram orientar os sindicatos filiados em São Paulo a entrarem com ações coletivas na Justiça contra o prefeito João Doria (PSDB) por ele ter chamado os grevistas de “vagabundos”.

Segundo as centrais, as ações serão por dano moral coletivo porque o prefeito atribuiu aos trabalhadores um sentido ‘pejorativo’. Também vão alegar que a Constituição assegura o direito de protestar e fazer greves, e eles foram ofendidos pelo prefeito.

Nos eventos do dia 1º de Maio realizados pela CUT e Força Sindical, o prefeito foi um dos mais criticados nos discursos de sindicalistas e políticos também por ele ter dito que vai multar as centrais por danos ao patrimônio público após quebra-quebra ocorrido no centro da cidade depois de um ato da CUT.

Em nota, a Secretaria Especial de Comunicação de São Paulo informa que o prefeito não usou o termo ‘vagabundos’ em relação à totalidade dos grevistas e sim como referência aos manifestantes que tentaram, na manhã do dia 28, bloquear seu acesso à Prefeitura. Em entrevistas a uma rádio, diz a nota, “Doria usou o termo para criticar todos aqueles que adotaram meios violentos durante os atos”.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos CGT, CUT, Previdência
Cleber Oliveira 5 de maio de 2017
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